De volta ao gomo de laranja.

22 10 2009

E pronto, chegamos novamente ao gomo de laranja. Tudo aconteceu num pequeno café de vila do conde que se recusou a servir mais sumos em latas ou pacotes, era muito lixo, dizia David Lemos, um ecologista ferrenho. Apenas faziam sumos de laranja natural e de outras frutas. Uma ocasião David reparou “então a máquina também não vai ser lixo dentro de pouco tempo?”. A partir daí, como o próprio refere “comecei apenas a servir a fruta, comprada a produtores locais.
O apreço dos produtores locais.
O apreço dos produtores locais por este projecto tem sido mais do que evidente: “Então andavam a vender embalagens de sumo mais pequenos que uma laranja, mais valia venderem logo as laranjas” diz António Crespim, dono de um extenso pomar na freguesia de Macieira.
Neste pequeno “café verde”, os produtores têm muitas vezes a oportunidade de explicarem as técnicas de produção que utilizam e os investimentos que têm feito com as vendas da fruta, para que os consumidores tenham possibilidade de decidir de forma ainda mais informada.
As condições impostas
Para vender, este pequeno estabelecimento, exige aos produtores que venham reaver as embalagens (vulgo casca da fruta). “Como se isso fosse um problema” diz António Crespim, ” O que não dou aos animais, ponho no compostor e ainda vendo o composto à Lipor e faço um bom dinheiro”
Tudo começou num pequeno café e está já a alargar-se a outros cafés da região. Em breve trarei mais notícias sobre isto.