As sete leis espirituais do sucesso segundo Deepak Chopra. Lei 6 – A lei do desapego

8 02 2011

Para adquirires alguma coisa do Universo Físico, tens que abandonar o apego a essa coisa. Isto não quer dizer que desistas da intenção  de criar o teu desejo. Não desistes da tua intenção e não desistes do teu desejo. Largas mão do teu apego ao resultado. Isto é muito poderoso. No momento em que largas mão do apego ao resultado, começas a ganhar perspectiva na situação. Chopra acredita que o desapego é baseado na crença inquestionada no poder do teu verdadeiro Eu. O apego, por outro lado, é baseado no medo e na segurança. A necessidade de segurança é baseada em não se conhecer o seu verdadeiro eu.

A fonte da riqueza, abundância ou qualquer outra coisa no mundo físico é o Eu. É a consciência que sabe como preencher todas as necessidades. Tudo é um símbolo como carros, casas, notas de dinheiro, roupas, aviões, etc. Os símbolos são transitórios. Vem e vão. Eles criam ansiedade. Eles acabam por fazer-te sentir oco e vazio por dentro, porque trocas o teu Eu por símbolos do teu Eu.

O apego vem de uma consciência de pobreza, porque o apego é sempre aos símbolos. Com o desapego há liberdade de criar. A maior parte das pessoas estão constantemente à procura de segurança e vais descobrir que é uma coisa bastante efémera. Mesmo o apego ao dinheiro é um sinal de insegurança. Os que procuram segurança, perseguem-na por uma vida. Segurança é e sempre será uma ilusão. A procura de segurança é, na verdade, um apego ao conhecido. O que é o conhecido? É o teu passado. O conhecido não é nada mais do que a prisão do teu condicionamento passado.

Como exemplos disto, podemos perceber por experiência que se deixarmos andar é melhor do que tentar forçar uma situação. Se estiveres desesperado está numa situação muito vulnerável. Por exemplo no yoga não se força a posição, não se quer estar em posse de uma determinada posição. Outro exemplo disto, o jardineiro não está sempre a escavar a terra a ver como é que as coisas estão a correr.

De uma forma geral, deves ser orientado para o processo e não orientado para o resultado. Quero ir para ali, mas o meu propósito é estar atento ao chão que piso em cada momento. É, mais uma vez, uma consciência centrada na vida e no momento presente. O único passo real é o que se está a dar agora. Prestas atenção à viagem e o destino chegará. Um bom viajante não tem planos bem definidos, nem nenhuma intenção de chegar. Por exemplo, quando estudas para um exame, deves focar-te no processo do estudo, na aprendizagem e não na nota.

O desapego envolve também o papel que desempenhamos. De pai, de mão, de irmão, de patrão. O meu papel não sou eu. É o meu destino fazer uma infinidade de papeis, mas eu não sou os papeis que represento. Eu sou o espírito que representa estes papeis. Podes representa-los com paixão, mas se ficamos muito identificados com o papel, alguma coisa má acontece, choro, se dizem que é um idiota ficas magoado para o resto da vida. Ficas, portanto, à mercê de qualquer estranho na rua.

Se queres ganhar poder, desapega-te e torna-te testemunha dos papeis que estás a representar.



As sete leis espirituais do sucesso segundo Deepak Chopra. Lei 5 – A lei da intenção e do desejo

8 02 2011

Tudo o que fazemos começa com uma intenção e com um desejo. Quanto mais claro tivermos o que queremos manifestar, mais provável é vermos isso acontecer na nossa vida. Aqui pode fazer-se uma comparação com o Yoga. Quando um praticante de Yoga deseja ir para uma posição, acaba por se aproximar cada vez mais da execução física dessa posição, depois, o conseguir, dá confiança para conseguir o mesmo no mundo fora das aulas de yoga.

Sempre que pões a tua atenção na vontade, cresces mais forte na tua vida. Sempre que tiras a atenção da tua vontade ela desintegra-se e desaparece e desaparece. A intenção, por outro lado, desencadeia a transformação de informação e energia. Intenção é desejo sem apego ao resultado. Intenção combinada com desapego leva a uma consciência centrada na vida e no momento presente. Quando a acção é desempenhada com a consciência do momento presente é mais efectiva. A tua intenção é para o futuro mas a tua atenção está no presente. Enquanto a tua atenção está no presente então a tua intenção para o futuro vai manifestar-se, porque o futuro é criad no presente. É preciso aceitar o futuro e intencionar o futuro. O futuro é algo que podes sempre criar através de intenção desapegada, mas não deves nunca lutar contra o presente.

O passado, presente e futuro são tudo propriedades da consciência. O futuro é antecipação e o presente é a sensibilidade (awareness). Tanto o passado como o futuro nascem na imaginação só o presente é real e eterno.

Se queres cumprir os teus desejos, deverás saber exactamente o que é que queres. Deves focar-te no que queres e não no que não queres. Tu atrais o que te focas, e depois são muitas mais as coisas que tu não queres do que as que tu queres. :)

Como exercício, podes escrever o que queres em termos: materiais, de relações, de alcançar, de expressão criativa, em relação ao que podes fazer pela comunidade e pelo mundo, da conexão com Deus ou o mistério da nossa existência. Quando estiveres claro sobre o que queres, levas isso para o silêncio, o espaço entre os pensamentos durante a meditação. Libertas esses desejos no silêncio e deixa-los ir, não perseguir. Não te ocupes dos detalhes. Podes deixa-los de lado pois são tratados pelo Universo.

Como exemplo podes fechar os olhos e pensar onde se quer estar daqui a 12 meses nos parâmetros atrás referidos. Imagina que já está lá. Vê o que se está a passar à tu volta agora que conseguiste isso. Experiencia a conversa sobre os grandes alcances que conseguiste. Sente as emoções, sente que já está lá. Agora deixa ir… Podes fazer este exercício de meditação usando o som SO na inspiração e AM na expiração e lançar os teus desejos no espaço entre os pensamentos. Acabar a meditação desejando Paz, Harmonia, Riso e Amor. No fundo estes sãos os objectivos de todos nós.

O objectivo de todos os objectivos é em última instância um objectivo espiritual.



As sete leis espirituais do sucesso segundo Deepak Chopra. Lei 4 – A lei do menor esforço

8 02 2011

Há uma facilidade natural sem esforço em muitas coisas. Se observares a natureza a trabalhar, verás que o menor esforço é dispendido. A relva não tenta crescer, ela simplesmente cresce. Os peixes não tentam nadar, eles simplesmente nadam. As flores não tentam florescer, elas simplesmente florescem. É a sua natureza essencial. Também é a natureza do sol brihar. A natureza humana é fazer os nossos sonhos manifestarem em forma física, facilmente e sem esforço.

Dá-se o menor esforço quando as tuas acções são motivadas pelo amor. A energia do amor é o que une a natureza. Quando tentas ter poder e controlar os outros, desperdiças energias. Quando procuras dinheiro ou poder para alimentar o ego, gastas energias perseguindo a ideia de felicidade em vez de viveres a felicidade do momento. Quando procuras o dinheiro únicamente para ganhos pessoais, cortas o fluxo de energia para ti mesmo e interferes com a expressão da inteligência da natureza.

Quando as tuas acções são motivadas pelo amor, a tua energia multiplica-se e acumula-se e o excesso de energia que reunes e disfrutas pode ser canalizada para criar o que quiseres, incluindo riqueza ilimitada.

Há 3 componentes para a lei do menor esforço:

1. Aceitação - Isto sugere somente que aceites um compromisso: “Hoje vou aceitar as pessoas, situações, circunstâncias e eventos tal como eles ocorrem. Vou viver no momento. Vou aceitar as coisas como elas são e não como eu gostaria que elas fossem (o meu ego). Quando me sentir frustrado ou perturbado por uma situação ou pessoa, vou-me lembrar que não estou a reagir à pessoa ou à situação, mas aos meus sentimentos/ pensamentos relativos à pessoa ou situação. Sabendo e compreendendo isto, posso ser responsável pelas minhas emoções e sentimentos  e portanto pelas minhas reacções em relação ao mundo.

2. Responsabilidade - Significa não culpar os outros nem a ti mesmo. Todos os problemas contém a semente da oportunidade. Esta sensibilidade permite pegar no momento e transforma-lo em algo melhor. Neste sentido, qualquer tirano tornar-se-á teu professor. A realidade é uma interpretação e terás muitas oportunidades para evoluir. Há um significado escondido por trás de todos os acontecimentos e este significado escondido estará ao serviço da tua evolução.

Em relação a isto eu sinto que uma das perguntas que faço é “Porque é que eu estou nesta situação?” “Que papel posso ter  para melhora-la?” A abertura que cria esta postura permite que eu esteja atento e possa realmente servir os outros com a minha presença. O meu papel não é sempre o mesmo, varia de situação para situação, o que implica que eu não seja sempre o mesmo nem aceite ideias feitas sobre mim. Isto é libertador.

3. Ausência de defensibilidade. Isto significa que não tens que convencer ou persuadir as pessoas do teu ponto de vista. Se observares a maior parte das pessoas perceberás que passam muito do seu tempo a defender o seu ponto de vista. Quando te tornas defensivo, culpas os outros e não aceitas ou te rendes ao momento, a tua vida encontra resistência. Em qualquer alturas em que encontras resistência, reconhece que se forçares a situação, a resistência apenas aumenta.

Como é que se pode funcionar de acordo com esta lei. Uma forma bastante prática é pensar no mundo como um espelho: – o que acontece na minha vida é um espelho do que se passa em mim. Quando sinto resistência no mundo, penso: – “a que é que eu estou a resistir?” Se encontro resistência é porque estou a fazer algo de errado e normalmente isso é porque estou a tentar demasiado. Ficas ansioso ou inseguro, o que dificulta o teu percurso espiritual.

Resumindo, esta lei permite afirmar o seguinte: – faz menos e precisa mais, faz nada e consegue tudo (como Deus)



As sete leis espirituais do sucesso segundo Deepak Chopra. Lei 3 – A lei do Karma

8 02 2011

Karma quer dizer acção.

Uma expressão que traduz bem esta lei é ” O que semeias, colhes”. O karma acaba por ser um eco do passado, tendo em conta que cada acção desencadeia uma série de eventos no universo. Quando te acontece alguma coisa, consideres boa ou má (se quiseres considerar assim, pois como já vimos podemos não o fazer) ou mais interessantemente, como desejável ou não desejável, é sempre uma oportunidade para perceberes como é que atraíste isso para a tua vida. O passado que deu origem a esse eco, não o podes mudar, mas podes neste preciso momento, aqui e agora, activar a lei do Karma, isto é, reconhecer que em cada momento da nossa vida tens escolha. Dentro de todas estas infinitas escolhas há sempre uma que é mais evolutiva.

Podes pensar: “Eu sou um fazedor de escolhas” “Eu vou fazer escolhas conscientes” “Quais são as consquências das escolhas que eu estou a tomar?” As escolhas parecem ser, a maior parte das vezes serem despoletadas pelas pessoas e circunstâncias, o que acaba por torna-las automáticas e inconscientes. Se tomares alguma distância e testemunhares as escolhas que estás a fazer enquanto as fazes estás a tirar todo o processo do domínio do inconsciente para a esfera do consciente

Importante na altura de tomar uma decisão é ouvir o corpo e em particular o coração. O corpo é um computador enorme com triliões de células e repleto de memórias. Se o corpo ficar desconfortável com uma alternativa, não optes por essa alternativa.

Como resumo para a lei do Karma:  a escolha que fazes deverá ser consciente, deves ouvir o teu corpo e deves pensar se é Karmicamente bom para as outras pessoas, se aumentará a alegria e o amor nas suas vidas.

E acerca do Karma passado? Uma das formas de o atenuar é pedir (em pessoa ou em imaginação, conforme fizer mais sentido de acordo com a situação) desculpa aqueles a quem fizeste mal, de forma consciente e sincera. A Lei do Karma diz que nenhuma lei fica por pagar. Há um sistema contabilistico perfeito no Universo. Tudo está em constante troca de energia. Se estiveres a pagar alguma dívida Karmica podes perguntar: que estou eu aprender desta experiência? Porque é que isto está a acontecer e qual é a mensagem que o Universo me está a dar? Como posso tornar esta experiência útil aos meus colegas humanos?

Outra forma de transcender o Karma passado é transcende-lo. Transcendes as sementes do passado indo para o espaço (gap) e voltando. Isto é feito pela prática de meditação. A essência da lei do Karma é a ideia de causa e efeito, tomando os passos necessários para trazer alegria e sucesso aos outros, o universo ser-te-á recíproco providenciando-te com alegria e abundância.

Em jeito de comentário, posso dizer que tenho aplicado esta lei  e no pouco tempo de que tenho experiência está a ser óptimo. Sinto realmente que a meu aqui e agora se compõe cada vez mais do resultado de várias escolhas conscientes que me vão trazendo cada vez mais alegrias. A melhor escolha é sempre uma escolha individual. Nunca o medo é a melhor escolha, ou a ganância ou o egoismo. Podemos discutir isso nos comentários, se quiserem.



As sete leis espirituais do sucesso segundo Deepak Chopra. Lei 2 – A lei de dar

7 02 2011

Segundo o autor o Universo opera por circulação. Tudo é circulação: o sangue, a respiração. Um rio é circulação, se ele estagna morre. A circulação mantém as coisas vivas. Se eu mantiver as coisas a circular, vou ter abundância na minha vida.

O que temos a fazer é equilibrar o dar com o receber.

A intenção por trás do dar e do receber é sempre o mais importante. Praticar a lei do dar é muito simples: se queres alegria, dá aos outros alegria, se queres amor, aprende a dar amor, se queres ter abundância material, ajuda os outros a tê-la. A melhor maneira de obteres o que queres é ajudar os outros a obterem o que eles querem

A sugestão é darmos algo sempre que estivermos com alguém. Não precisa de ser material, pode ser imaterial, pode ser uma flor, um elogio ou uma flor. As formas mais poderosas de dar são não materiais. O presente de cuidar, dar atenção, dar afeição, apreciação e amor são algumas das prendas mais preciosas que se pode dar e não custam nada.

Quando se encontra alguém podemos de forma silenciosa enviar-lhes uma benção desejando-lhes alegria, amor e riso. Este tipo de benção silenciosa é muito poderosa.

Enquanto estiveres a dar, vais estar a receber. A nossa verdadeira natureza é de afluência e abundância. Nós somos naturalmente ricos porque a natureza suporta todas as nossas necessidades e desejos.

Uma das implicações desta lei é nós estarmos abertos a receber a abundância do Universo. Uma das formas de manter o fluxo do dar e receber é experienciar gratidão. Como exercício podemos fechar os olhos e pensar em todas as coisas pelo qual podemos estar gratos. Todas as pessoas que gostam de ti, as coisas que temos o amor que partilhamos. Quando se está grato o ego foge do caminho. Não se pode estar grato e ter um ego no caminho ao mesmo tempo.

A minha experiência pessoal com esta lei é muito boa. Quando li o documento no qual me baseei para escrever  estes post, comecei a aplicar esta lei e agora, sempre que estou alerta, quando cumprimento alguém dou-lhes a minha benção, desejo coisas boas para essas pessoas e as pessoas sentem esta abertura. Tenho também rezado por pessoas que conheço, principalmente por pessoas com quem tive alguma desavença. Espero que faça bem a estas pessoas, certamente que me tem feito bem a mim.

Este era um dos aspectos que estava mal resolvido em mim. Tinha a intenção de dar, de me dar, mas não conseguia perceber o que é que eu poderia dar. Isto foi um enorme desbloqueio. Dei por mim a ficar mais aberto para dar e a ser mais natural nesse processo. A seguir às bençãos foi natural a evolução para outros formas de dar. Muito bom!

Experimentem, se quiserem e comentem por favor. Obrigado.



As sete leis espirituais do sucesso segundo Deepak Chopra. Lei 1 – A lei da pura potencialidade

7 02 2011

Esta lei afirma que o campo do espírito, o campo da alma é  um campo de pura potencialidade. Enquanto que a mente pensa em limitações, o espírito é sem fronteiras, ilimitado, para além do espaço-tempo e causalidade e por isso não há limitações. O que quer que a consciência possa imaginar, ela pode alcançar. A imaginação é um horizonte infinito.

A alma é o espaço vazio entre os pensamentos.

3 formas de alcançar esta lei:

1) Meditação – quando meditamos, a simples atenção alerta aos nossos pensamentos faz com que a mente abrande e que os pensamentos sejam mais espaçados e menos limitadores. O objectivo é uma paragem completa do pensamento simbolizada pelo Nirvana das culturas milenares orientais.

Tenho feito 20 minutos de meditação duas vezes por dia e a experiência é muito boa. Por vezes ou arrastado na corrente de pensamentos, outras acontece, por estar alerta, de não ter qualquer pensamento a ocupar-me. É interessante pois durante o dia a dia, acabo por ter momentos em que a mesma paragem da mente acontece e posso usufruir plenamente do momento presente.

2) A prática do não-julgamento, deixar de classificar as coisas como boas e más. Julgamento é a constante avaliação das coisas como boas e más, certas ou erradas. Quando estás constantemente a avaliar, classificar, rotular, analisar, crias uma grande turbulência no diálogo interno. Esta turbulência constringe o fluxo de energia entre ti e o campo de pura potencialidade. A moralidade acaba por ser uma forma de inveja. Isto vem na linha do que nos deixou Cristo “quem nunca pecou, que atire a primeira pedra”. O julgamento é um fardo pesado porque quando julgamos, acabaremos por ser julgados. Por exemplo, se imaginarmos um diálogo com alguém em que o chamamos de burro, quem é que vai ouvir “és burro”?

O exercício indicado para o não julgamento é propormo-nos a julgar nada no nosso dia: “Hoje não vou julgar nada no meu dia”. Se andarmos ao sabor dos acontecimentos e do valor que lhes damos vamos andar num carrocel de emoções, pois o mundo é mudança e nada tem realmente valor em sim mesmo fora do valor que lhe conferimos. Tudo o que tem valor já está dentro de nós: Paz, Amor, Riso e Harmonia.

Há uma pequena história que ilustra bem o não-julgamento:

Certa vez havia um sábio agricultor chinês perdeu um dos seus cavalos.
Quando o vizinho foi consolá-lo, o agricultor disse:
“Quem sabe o que é bom ou mau?”

Quando o cavalo dele voltou no dia seguinte, trazia consigo um bando de outros cavalos que lhe seguiram, o vizinho foi felicitá-lo pela sua boa fortuna.
“Quem sabe o que é bom ou mau?”, disse o agricultor.

Quando então o filho do agricultor partiu a perna ao tentar montar num dos novos cavalos, o vizinho foi consolá-lo de novo.
“Quem sabe o que é bom ou mau?”, disse o agricultor.

Quando o exército passou convocando os homens para a guerra, deixaram o filho do agricultor por causa da perna partida.
Quando o vizinho foi felicitar o fazendeiro pelo facto do seu filho ter sido poupado, de novo o agricultor disse:
“Quem sabe o que é bom ou mau?”

Tenho feito isto ao máximo possível. Mais uma vez é estar atento aos nossos pensamentos para perceber quando aparece um que seja do tipo julgamento e reconhece-lo mas não nos identificarmos com ele. Nós não somos os nossos pensamentos, é importante viver isto.

3) Comungar com a natureza – á medida que ganhas acesso á tua verdadeira natureza vais também espontaneamente receber pensamentos criativos, porque o campo de pura potencialidade é também o campo de pura e infinita criatividade e de puro conhecimento. Ao comungar com a natureza percebemos que é os rios são a nossa circulação, o ar é a nossa respiração, as estrelas e as galáxias são reflexos de sermos seres de luz também.

Se decidirem aplicar esta lei, por favor comentem as vossas conquistas e dificuldades. Obrigado.



Andanças, o mundo a voltar para trás…

6 08 2010

Venho do Andanças, o festival de dança que se dá em Carvalhais, S.Pedro do Sul. Foi uma experiência muito, muito leve, venho de lá realmente leve. Dancei, participei em danças de afectos e encontros do Umbigo. Gente, muita gente que quer estar em contacto profundo com outra gente. É isto que tiro do andanças. A tecnologia mais recente, discutiamos, dá a ilusão de proximidade às pessoas quando na verdade elas estão longe. No Andanças a proximidade é presente: agarra-se para dançar, cheira-se o cheiro do outro, salta-se com o outro, conversa-se e sorri-se com o outro.

Não é fácil encontrar um ambiente como o que se encontra nos festivais como o Andanças. Nota-se que as pessoas querem dar um passo atrás na evolução. Está na hora de traçar o caminho de volta ao paraíso. Os músicos e os outros artistas já se vestem de acordo com uma época anterior à anti-revoluvionária globalização.

Se querem encontrar pessoas boas e bom ambiente, se querem dançar com um e a seguir com o outro e dançar, dançar, dançar, façam um favor a si mesmos e no próximo ano vão ao andanças. A menina dança? É uma maravilha…



Fim de dieta crudivora e frutívora

18 05 2010

Ha pouco mais de 30 dia atrás eu comecei uma experiência com a minha dieta. Há já algum tempo que lia o Steve Pavlina falar sobre raw food e tinha bastante curiosidade em experimentar. Andava a tentar imaginar como iria alguma vez começar uma dieta desse tipo e não estava a fazer sentido na minha cabeça. Importante foram as conversas com uma amiga dos mundos internetianos a Mona Lisa Até que comecei na segunda-feira de Páscoa, munido de várias maçãs, laranjas e outras frutas, parti em direcção a Viana do Castelo, onde iria celebrar o dia com familiares.

Ironia do destino, logo quando lá cheguei fui incumbido de fazer as travessas das carnes o que implicou cortar vários tipos e vários tipos de chouriça, que eu na verdade até costumo gostar bastante. A minha refeição nesse dia foi bastante à volta de saladas e acabei por comer também vegetais cozidos, embrulhados em todas aquelas gorduras das carnes. Passei o resto do dia a comer frutas. Isto no dia 5 de Abril

No dia seguinte, dia 6, comecei a fazer saladas, ainda comi um pão com queijo pelo meio. No dia 7 comecei a dieta mesmo pura. Procurei liquidificadores e comprei um por mais ou menos €25 que acabaria por substituir por outro melhor.

A dieta que comecei por adoptar foi a que a Mona Lisa tem no seu blog:

  • Começava o dia com um batido que no início incluia religiosamente pepino, aipo, espinafres, salsa e um pouco de água. Os batidos foram evoluindo e até cheguei a misturar banana. Também experimentei outros vegetais como incivias e couve branca Normalmente depois de fazer exercício.
  • Depois do banho comia uma boa salada de fruta com banana, morangos, maça, laranja. Era mais ou menos isto
  • Ao almoço uma salada, normalmente de cenoura, tomate, azeitonas, pimento, pepino e cebola, normalmente com sumo de laranja.
  • Ao lanche, mais fruta.
  • Ao jantar, mais uma salada em que adicionava também rúcula, cogumelos, bróculos e frutos secos, pinhões ou amêndoas

Cansaço

Passadas duas semanas e meia comecei a ficar cansado dos vegetais. Não era uma coisa que sentisse tanto a nível físico mas sim principalmente a nível mental. Estava a ficar cansado da rotina. Ainda descobri uns sites que ensinavam a criar mais alimentos crudívoros mas isso levanta um problema do qual irei falar a seguir.

Dedicação

É até possível fazer pão “vivo”. Pelo que li, pega-se em germen de trigo e amassa-se bem e depois mete-se no desidratador, que é um electrodoméstico mais que aconselhável a qualquer crudívoro. No entanto todas estas rotinas foram sentidas por mim como muito dispendiosas em termos de tempo. Mesmo que este desenvolvimento não fosse feito por mim (na criação de produtos germinados e utilização de um desidratador) este tipo de dieta, à partida já consume muito tempo. A preparação das saladas já consome algum e depois, comer uma salada grande envolve muita mastigação e tempo, não é própriamente o mesmo que comer uma sopa ou mastigar um arroz.

Mudança para uma dieta frutívora

Dadas as condicionantes constatadas, aconteceu de me ver investigar por uma nova dieta. Uma dieta em particular: frutívorismo. A ideia agradou-me bastante, pois adoro fruta. Segundo as indicações que li, para uma optimização da dieta as frutas devem ser agrupadas em grupos. Então a rotina era mais ou menos esta:

  • Início da manhã:

06:00-09:00

Sumo de 3-5 limões, ou mais, logo após o despertar. (a meio deixei esta prática, mais ao menos ao mesmo tempo que o meu limoeiro deixou de ter limões maduros)
Umas quantas fatias de melão

  • Durante a manhã

Costumava comer pepino, maçãs, peras e kiwis, mas há mais frutos na lista dos possíveis

  • Início da tarde.

Laranjas e mamão.

Tarde

A minha rotina para esta altura do dia era comer uns 5 tomates, uma manga e 3 ou 4 morangos

  • Final da tarde

Uvas

  • Noite

Tomates, manga e morangos novamente.

Depois fazendo umas modificações ao meu jeito com o passar do tempo

Resultados

Os resultados foram vários. Um dos resultados mais evidentes é o impacto que uma dieta destas pode ter nas pessoas que nos circundam. As reacções vão do choque, à preocupação, da estranheza ao desdém, portanto, quanto mais não fosse, como experiência antropológica já é suficientemente rica. A mudança do estado de consciente. Não tenho a menor dúvida que durante este período de experiência estive num estado alterado de consciência. Quem quiser apanhar uma moca engraçada é passar uns tempos só a comer fruta e vegetais. Agora percebo o papel das frutas no nosso estádio de consciência. A clareza mental é bastante evidente e o sentimento de paz também. Muito interessante. Em termos físicos também me senti muito bem. Joguei futebol muitas vezes ainda em dieta e não sinto que o meu desempenho tenha diminuido. Talvez na altura do remate não tivesse tanto aquela força explosiva, mas em termos de resistência senti-me bastante bem. Outro dos resultados interessantes a este nível é o do cheiro do meu corpo, ficou bastante mais à vegetal :)

Orçamento

Na dieta crudívora é menor, mas numa dieta frutívora o orçamento é muito grande. O paraíso de Adão e Eva ainda está bastante distante no que toca a orçamento. No mínimo €200 por mês numa alimentação deste tipo. E acho que estou a ser bastante benevolente.

Aspectos filosóficos e existênciais

Nos dias que correm este tipo de dietas estão associados a movimentos de uma consciencia diferente. Muitas vezes activistas ambientais e protectores dos direitos do animais. Posso dizer que durante este período percebi como é possível ter-se uma certa aversão à morte de animais mesmo que servido para a alimentação humana. A conclusão a que chego é que na realidade parece-me mais interessante um mundo que possa evitar o sofrimento animal. Há quem chegue até ao evitamento do sofrimento das plantas, no fundo o frutívorismo é um pouco isso. No entanto, como sei, há uma distância entre o real e o ideal e se na verdade podemos caminhar para um mundo assim, onde possa voltar a comer só fruta (o paraíso perdido, portanto), a realidade é que neste momento sou um animal omnívoro, mesmo que a minha lógica anatómica assim não o corrobore (o meu intestino, acidez da boca  e estômago e a minha dentição são de um frutívoro). Creio portanto, ao contrário desta experiência, que se as coisas puderem realmente ser assim, o serão mas de forma gradual e não artificial.

Conclusões

Foi uma experiência de grande crescimento. Pude desenvolver não só a consciência do meu corpo e da minha mente, mas também uma consciência maior do que significa ser humano em 2010. Somos cada vez mais máquina, cada vez mais indústria. Bem afastados do paraíso original do jardim com as frutas para colher. Será realmente assim? Ou apenas o jardim mudou de aspecto e para colher as frutas que existem agora seja tão natural como outrora mas com procedimentos ligeiramente diferentes. De certeza que Adão e Eva também teriam do que se queixar.

- Oh Adão, já viste que seca não podermos comer maçãs?



Fotografia misturada

2 05 2010

Noutra altura qualquer não teria sequer feito esta mistura. Mas as duas fotografias estavam no olhares uma por baixo da outra e pareceu-me interessante. Agora estou a publicar. E está feito :)

Os autores são Pedro Manuel Martins Fernandes e a MaGaGek. Obrigado aos dois.



A sinceridade

22 04 2010

Estava a pensar sobre o que haveria de escrever num post, pois na realidade apetecia-me, e surgiu-me de repente este tema: a sinceridade.

A primeira questão que me posso colocar é se quero realmente ser sincero. Uma das coisas que me parece bastante disseminada na nossa cultura portuguesa é que a sinceridade é uma atitude arriscada. Como lia hoje em “Portugal Hoje” de José Gil, vivemos em Portugal uma doce paranóia em que é certamente arriscar, o facto de sermos sinceros com os outros. Há alguns riscos que posso perceber na honestidade:

Usarem essa informação contra mim

Um dos medos que se possa ter ao ser-se sincero com os outros é

Bom. Agora apercebo-me que não quero falar mais sobre este tema. E seguindo esta vontade de sinceridade, publico-o para que o saibam…