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	<title>Tozé Constantino</title>
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		<title>Banco alimentar: uma visão do gratuito &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 14:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A experiência foi ainda melhor que o imaginado. Um dos truques que uso para que o &#8220;dar&#8221; não seja uma tarefa penosa e enfadonha e preenche-lo de momentos de humor e de imagens de futuro acima do interessantes. Assim, enquanto punha para o carrinho farinha de milho, podia imaginar pessoas a cozer a broa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A experiência foi ainda melhor que o imaginado. Um dos truques que uso para que o &#8220;dar&#8221; não seja uma tarefa penosa e enfadonha e preenche-lo de momentos de humor e de imagens de futuro acima do interessantes.</p>
<p>Assim, enquanto punha para o carrinho farinha de milho, podia imaginar pessoas a cozer a broa de que gosto tanto. A farinha maizena abria a possibilidade do leite creme. Já as especiarias deixavam a possibilidade de se fazer um caril ou uma comida mais apimentada. E por falar em piri-piri, a menina que recebeu o carro que lhe deixei, corou no meio de um &#8220;muito obrigado&#8221;. Tudo factores capazes de mudar estados de consciência &#8220;Quem é que daria isto? (risos)&#8221; &#8220;Vou levar isto e faço uma broa de milho. &#8211; tu sabes fazer mãe? &#8211; então não sei, foi a minha avó que me ensinou&#8221; &#8220;C-A-R-I-L. Que é isto mãe? Não sei, nunca provei, mas vamos provar&#8221;.</p>
<p>Na segunda-feira falava com uma amiga que me lembrava que há muita gente a aproveitar-se com maldade do banco alimentar. Chegamos à conclusão que o melhor seria que os excedentes fossem partilhados naturalmente com as pessoas mais perto de nós. Para juntar a esta festa de ideias a minha mãe falou-me que os primeiros Cristãos, no fim das cerimónias traziam os excedentes para distribuir pelos mais pobre para que toda a gente tivesse uma vida digna.</p>
<p>Acho que já vem por aí a baixo umas ideias engraçadas <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Banco alimentar: uma visão do gratuito.</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 12:27:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustento]]></category>
		<category><![CDATA[gratuito]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã e sábado serão dias de recolha do banco alimentar. Este é, no meu entender, um movimento histórico fabuloso na sociedade civil. No outro dia, falando com uma amiga minha que colabora com o Banco Alimentar, ela disse-me o seguinte: &#8220;Quem me dera que não fosse preciso. O nosso intuito no Banco alimentar não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã e sábado serão dias de recolha do banco alimentar. Este é, no meu entender, um movimento histórico fabuloso na sociedade civil.<br />
No outro dia, falando com uma amiga minha que colabora com o Banco Alimentar, ela disse-me o seguinte: &#8220;Quem me dera que não fosse preciso. O nosso intuito no Banco alimentar não é que ele dure para sempre, mas sim que acabe quando já não for preciso&#8221;. Percebi que o que ela queria dizer é que não gosta da situação que dá origem ao Banco Alimentar: só existe B.A. porque há pessoas que passam fome (o nome completo é Banco Alimentar contra a fome&#8221;). O ideal, segundo ela, e adivinho segundo a maior parte das pessoas, incluindo as que beneficiam directamente, seria que o B.A. não fosse necessário. Se não houver fome, não há necessidade de Banco Alimentar contra a fome.<br />
A visão que tenho sobre o assunto é outra e faz coro com os Portugueses do séc XIII. Este Portugueses imaginavam o <strong>quotidiano gratuito</strong>, que a vida, já que se nasceu de graça, possa ser vivida de graça também. Ora a nossa sociedade encontra-se já bastante perto da concretização deste sonho. Na internet, por exemplo, a maior parte do que encontramos é gratuito. As ofertas no comércio e serviços são mais que muitas (muitas delas usadas para atrair clientes, embora sejam gratis de qualquer forma).</p>
<p>Desta forma, eu creio que o Banco Alimentar, não é propriamente contra nada, mas sim a expressão natural de que a humanidade está a evoluir para o gratuito. Eu sonho com um mundo em que eu possa ir buscar aos mercados a comida que necessito sem ter que pagar nada por ela. Esta visão para mim é espectacular e acredito que será fabuloso viver numa sociedade assim.</p>
<p>Acredito que muita gente irá amanhã doar ao banco alimentar por pena dos menos favorecidos. A minha doação será diferente: eu quero contribuir para que a comida seja gratuita no mundo e esta será a minha oportunidade para o expressar. Espero que as pessoas possam receber com a mesma alegria que eu dou. Amanhã lá estarei!</p>
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		<title>O donativo</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 14:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustento]]></category>

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		<description><![CDATA[Estes dias dei por mim bastante interessado no fenómeno a que chamamos de donativo e nas suas potencialidades.Segundo a wikipédia o donativo é o fruto de uma doação, ou seja, é algo dado de graça de um indivíduo para o outro, de um indivíduo o uma organização, de um país a outro, entre outros. O donativo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estes dias dei por mim bastante interessado no fenómeno a que chamamos de donativo e nas suas potencialidades.Segundo a wikipédia o donativo é o fruto de uma doação, ou seja, é algo dado de graça de um indivíduo para o outro, de um indivíduo o uma organização, de um país a outro, entre outros. O donativo é, portanto, um acto livre e gracioso. Idealmente ,ninguém é forçado a doar.</p>
<p><strong>Minhas doações e os dilemas do doar</strong></p>
<p>Nos tempos mais recentes, doei, entre outras a duas associações: a &#8220;Associação Tiflos&#8221; e a <a href="http://www.teamhoyt.com/">&#8220;Team Hoyt&#8221;</a>. Esta última é um projecto muito bonito de um pai que decidiu correr com um filho com um problema muscular e que não pode fazer desporto. Ao fazer a doação estou a manifestar a minha vontade que estas pessoas possam continuar a ter a vida que tem que é essencialmente não produtiva e por isso não remunerada. Aqui a questão é: tenho interesse em que estas pessoas se possam ocupar da forma que desejam? Se sim, qual é o valor que desejo dar? Normalmente, todas as questões eu deixo que se respondam pelo meu estômago. Sim ou não &#8211; estomago. €15, €20, €25, estômago. E normalmente não me arrependo de donativos que fiz.</p>
<p><strong>A pirataria</strong></p>
<p>Com o surgimento da internet, praticamente deixou de haver qualquer impedimento prático para a partilha de software e música, entre outros produtos digitais. A forma encontrada pela maior parte dos produtores foi a de libertarem os produtos de forma gratuita e apelarem ao donativo dos utilizadores. Pelos que sei, é uma estratégia que está a resultar muito bem e que permite a estas empresas sobreviverem e tirarem lucros.</p>
<p><strong>A responsabilidade no donativo</strong></p>
<p>O donativo gera responsabilidade. Imaginemos uma altura que vamos dar alguma coisa a alguém: pensamos duas vezes se a pessoa realmente merece, o que irá fazer com aquilo que estamos a doar. Pelo contrário o dinheiro á volta dos negócios é gerado pelas necessidades das pessoas e não pela sua responsabilidade. É raro, acredito, alguém pensar se a pessoa que está a receber o seu dinheiro irá dar-lhe o melhor uso possível. O receptor do donativo, creio eu, fica também com uma responsabilidade acrescida em relação ao modo como vai empregar o donativo recebido.</p>
<p><strong>O poder transformador do donativo</strong></p>
<p>Há empresas humanas que não geram produtos, mas a sua actividade gera riqueza para a humanidade. Tem sido os estados a financiar este tipo de empresas. Com o declinio dos estados, parece-me óbvio que este tipo de organizações irá viver á custa de donativos. Ao darmos um donativo estamos a usar o nosso poder de transformar o mundo, de dizer: eu quero alimentar este projecto. Eu tenho esse poder.</p>
<p><strong>O caso de Steve Pavlina (blogger)</strong></p>
<p>Este é o caso de um autor em desenvolvimento pessoal que começou o seu site com publicidade adsense da google e decidiu trabalhar apenas com parcerias e donativos, o que segundo ele tem funcionando muito bem.</p>
<p><strong>Como será o futuro?</strong></p>
<p>Pelas características dos tempos que correm e com a superabundância eu creio que o donativo irá lentamente assumir o seu papel principal nas trocas humanas. A consciência das pessoas irá evoluir para a doação. Quem produzir irá doar, quem tiver a mais, irá doar.</p>
<p>Uma amiga minha trabalha com o banco alimentar e ela dizia-me estes dias que era bom que o banco alimentar nem precisasse de existir. Eu por outro lado, mostrei-lhe a minha perspectiva que era óptimo que o banco alimentar crescesse. Seria sinal que a humanidade está a movimentar-se para alimentação gratuita. Oferta de uns para outros.</p>
<p>Vejo um futuro mais fluido. Dar é o contrário de reter. Quando se retém as coisas aprodecem, como acontece com as casas e com a fruta. Há pessoas que já doam 90% dos seus rendimentos.</p>
<p><strong>Experiência pessoal</strong></p>
<p>A minha maior experiência de doação é de tempo, quer a pessoas quer em instituições. Mais recentemente tenho feito doações em dinheiro. A sensação de dar é muito bom. Comigo funciona também como um estímulo à minha confiança que no futuro também eu possa receber doações para fazer os trabalhos a que me dedicar. Uma experiência muito interessante foi a seguinte:</p>
<p><strong>dado.tricla.com</strong></p>
<p>Este foi um site que lancei em conjunto com o meu amigo Nuno Pinto. Este site permite às pessoas darem coisas que não precisam. Logo no início tive a oportunidade de levar duas impressoras a um estudante de medicina que estava a montar uma sala de informática gratuita para crianças desfavorecidas. É uma experiência muito boa que está a funcionar.</p>
<p><strong>Dar o tempo</strong></p>
<p>Dar o tempo é uma forma sublime de dar, pois é tempo que nunca mais se recupera. Uma amiga minha falou-me de estar a acolher uma criança cuja mãe está num cat. Há imensas pessoas por esse mundo fora a doar o que mais precioso tem: o tempo.</p>
<p><strong>Dar conhecimento</strong></p>
<p>O meu amigo Rui Ribeiro lembrou-me do dar o conhecimento. Que quando o damos, partilhamos, até ficamos com mais. O mesmo Steve Pavlina, recentemente abriu mão dos direitos de autor de tudo o que produziu. o próprio Agostinho da Silva usava o dinheiro que recebia dos direitos de autor deu ordem às editoras para distribuir por instituições de caridade. O próprio Agostinho pegava do seu próprio dinheiro, imprimia livros e distribui-a em nome do conhecimento.</p>
<p><strong>Dúvidas em relação aos donativos</strong></p>
<p>Algumas pessoas com quem falei põe em questão a honestidade das instituições que pedem os donativos. A questão é : será que os donativos chegam ao destino? No fundo gostariam de ter mais certeza que os donativos cumprem o seu propósito.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Não tenho dados fidedignos mas creio fortemente que os donativos estão a aumentar a sua força. Num mundo só com donativos, ninguém força ninguém a nada. É isso que eu desejo. Gostava que reflectissem comigo sobre isto. Doem-se nos comentários, por favor. Obrigado <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>PS &#8211; Será dar as mãos um donativo? <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Recrutamento de sonhadores e sonhadoras</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 14:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[futuro de portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;) Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. António Gedeão In Movimento Perpétuo, 1956 Isto que diz o mestre António Gedeão, assume na minha vida, nos dias que correm, contornos de verdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">(&#8230;)</p>
<p style="text-align: left;">Eles não sabem, nem sonham,</p>
<p style="text-align: left;">que o sonho comanda a vida,</p>
<p style="text-align: left;">que sempre que um homem sonha</p>
<p style="text-align: left;">o mundo pula e avança</p>
<p style="text-align: left;">como bola colorida</p>
<p style="text-align: left;">entre as mãos de uma criança.</p>
<p><strong>António Gedeão</strong></p>
<p><em>In Movimento Perpétuo, 1956</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: left;">Isto que diz o mestre António Gedeão, assume na minha vida, nos dias que correm, contornos de verdade inquestionável. Tenho passado grande parte do meu tempo a sonhar porque acredito no poder irrefutável do sonho no pular e avançar do mundo.<br />
Nestes dias, tenho aproveitado para percorrer a minha aldeia a pé (prefiro aldeia a freguesia, que é um termo mais administrativo) e vou sonhando. Muito do que sonho tem que ver com os campos. Já não os vejo só com milho ou erva, imagino com favas, tomates, pimento, abóboras, couves, batatas, cenouras e árvores de fruto, muitas árvores de fruto, laranjeiras, pereiras, nogueiras, macieiras, diospireiros, vinhas, kiwis.<br />
Sonho gente a trabalhar junta no campo e a cantar, a merendar a meio da tarde.<br />
Sonho o ave, que passa pela minha terra, limpido e transparente onde podemos juntos nadar e rir. Onde se pode pescar, andar de barco e fazer um pique-nique nas margens.<br />
Sonho mães e avós com tempo para os filhos e crianças alegres que riem e olham intrigadas para os girinos nas poças.<br />
Sonho com gente de bicicleta e a cavalo e galinhas soltas no meio da rua.<br />
Sonho com coelhos nas bouças e amoras nos silvados que se apanham para juntar aos iogurtes. Sonho com fins de tardes em que se juntam os músicos e as gentes dançam.<br />
Sonho com casas abandonadas que se transformam em casas de artistas e filósofos que não tem que se preocupar com o que comer.<br />
Sonho que toda a gente se lembre de sonhar.<br />
Sonho com crianças que possam entrar em todas as casas e que em toda a gente da aldeia tenham uma família.<br />
Sonho com gente com tempo para cozinhar o pão e distribuí-lo pelos vizinhos.<br />
Sonho com o médico da aldeia que conhece toda a gente.<br />
Sonho que venham turistas e peregrinos e possam pernoitar na minha aldeia e sairem de cá mais ricos e alegres.<br />
Sonho que todas as filosofias, artes e conhecimentos do mundo possam ter expressão na minha aldeia e que se partilhem em respeito e liberdade.<br />
Sonho com uma Junqueira ainda mais espiritual, de uma espiritualidade contagiante.<br />
Sonho com uma comunidade em que todos são amigos e todos se ajudam a realizar os sonhos de cada um.<br />
Sonho conhecer os sonhos de toda a gente e poder ajuda-los no seu caminho.<br />
Sonho ter amigos ao fim da tarde para estar em amena cavaqueira.<br />
Sonho que as crianças possam conhecer os seus sonhos o mais cedo possível para poderem dedicar ainda mais tempo a persegui-los.<br />
Sonho com a abundância conseguida pela partilha espontânea e livre.<br />
Sonho com arte, literatura, inventos, filosofia, agricultura, costura e culinária.<br />
Sonho tudo isto, livremente escolhido, sem imposições.</p>
<p>Sonho isto e mais e sonharei mais.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O meu sonho é simples, é radical.<br />
O que sonho para a minha aldeia,<br />
Sonho para Portugal.</strong></p>
<p>E vocês, o que andam a sonhar?</p>
<p>Abro este recrutamento de sonhadores e sonhadoras o primeiro trabalho e o mais importante é sonhar. Será importante lembrarmo-nos mais vezes de sonhar?</p>
<p>PS- Sonhadores e sonhadoras, ficarei encantado de poder saber os vossos sonhos para que se completem e se dêem força. Obrigado.</p>
<p style="text-align: left;">
<div style="text-align: left;"><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></div>
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		<title>Dificuldades de aprendizagem e necessidade dramática</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 12:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ter percorrido várias teorias psicológicas e de as contrastar com a minha experiência com crianças com dificuldades de aprendizagem chego à conclusão que isto pode ser visto como uma questão dramática, no sentido de representação, drama, teatro. O personagem de aluno/a com dificuldades é muito rica. Enquanto que um bom aluno poderá todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter percorrido várias teorias psicológicas e de as contrastar com a minha experiência com crianças com dificuldades de aprendizagem chego à conclusão que isto pode ser visto como uma questão dramática, no sentido de representação, drama, teatro.</p>
<p>O personagem de aluno/a com dificuldades é muito rica. Enquanto que um bom aluno poderá todos os dias percorrer casa-escola, escola-casa, um aluno com dificuldades poderá ter, à partida uma vida muito mais preenchida na representação deste seu personagem.</p>
<p><strong>A atenção e proximidade dos pais e professores.</strong></p>
<p>Não há coisa mais importante para uma criança do que receber atenção. Uma criança com dificuldades tem uma extrema necessidade de atenção. Uma criança com dificuldades de aprendizagem vive muito mais a proximidade dos pais e em muitos casos merece uma atenção especial dos professores. Não sei se existe algum estudo, mas acredito que o tempo de interacção ente pais e crianças com dificuldades de aprendizagem é muito maior do que toca às restantes crianças. Para os teóricos da vinculação, seria interessante explorar esta possível explicação para as dificuldades de aprendizagem. Alguns profissionais assinalam perturbações afectivas nestas crianças.</p>
<p>Será a história de várias famílias, estas crianças chegarem a casa e ainda ficarem várias horas, por vezes pela noite dentro, à volta das questões escolares. O fenómeno das dificuldades adviria, segundo esta perspectiva, de questões referentes à atenção e proximidade (vinculação).</p>
<p><strong>Riqueza social e rebuliço da personagem &#8220;dificuldades de aprendizagem&#8221;</strong></p>
<p>Completando o que dizia no início deste texto, esta personagem de D.A. é muito mais rica em termos sociais do que uma personagem sem as tais dificuldades. Ele é idas a psicólogos, Pais a interagir com Professores, explicações e as pessoas novas que isto traz. Há, em vários casos, uma riqueza social associada às D.A. Uma riqueza social e interactiva dificilmente conseguida de outra forma nos dias que correm.</p>
<p><strong>Pôr os outros a trabalhar</strong></p>
<p>Algo que já percebi em algumas crianças com D.A. é a capacidade de leitura dos outros e seu comportamento associada a capacidade de pôr os outros a trabalhar para eles. Isto está associado a uma capacidade dramática bastante grande. Se em perguntas de verdadeiro e falso, eu disser verdadeiro para uma pergunta e ninguém reagir, é porque está certo. Se alguém reagir, abano a cabeça (como quem &#8220;que tonteria a minha&#8221;) e digo &#8220;Falso&#8221;. Já vi crianças com D.A. a espontaneamente formarem uma equipa de auxiliares que vão fazendo o trabalho deste nosso prodígio em manipulação.</p>
<p>Há um aspecto muito interessante: tal como uma doença rara põe vários médicos a trabalhar em equipa, uma criança com dificuldades de aprendizagem vai ter a necessidade de vários profissionais em equipa. As crianças com necessidades especiais são uma oportunidade para que cada um desenvolva as suas capacidades de ajuda. A rede humana funciona muitas vezes em função das necessidades. As necessidades destas crianças activam as capacidades de ajuda dos outros que as envolvem. Muitas vezes as pessoas à volta que pensavam saber muito, verificam que toda a sua sapiência ( e paciência) se esgota nas dúvidas daquela criança.</p>
<p><strong>Que papel queres representar?</strong></p>
<p>No meu entender é importante, extremamente importante, mostrar a estas crianças, é que podem representar outro papel. Para isto, as pessoas à volta poderão ser mobilizadas para criar um novo enredo dramático para esta pessoa e que lhe traga o protagonismo que este tipo de crianças quer. Isto será usar os mesmos recursos humanos ou ainda menos, mas num novo enredo. Por exemplo, treinar pequenas peças de teatro para representar em casa junto aos pais depois de uma sessão bem sucedida de trabalhos de casa.</p>
<p>Estas crianças podem mesmo representar o papel de criança altamente inteligente e bem-sucedida escolarmente que elas têm dentro delas. Aos auxiliares de palco resta acreditar nas suas capacidades e leva-los a acreditarem também.</p>
<p>Vamos lá a mudar o papel. Qual papel?</p>
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		<title>Alguns desejos e uma surpresa&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 10:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Desejar]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje de manhã dei por mim a desejar. Como os desejos não custam nada, permito-me desejar o que me apetece. O desejo mais intenso que me apareceu foi o de ser um eterno aluno, de aprender sempre e sempre. Depois deste desejo, nasceram os seus filhos, um bocado malucos. Vou lembrar alguns neste momento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje de manhã dei por mim a desejar. Como os desejos não custam nada, permito-me desejar o que me apetece.</p>
<p>O desejo mais intenso que me apareceu foi o de ser um eterno aluno, de aprender sempre e sempre. Depois deste desejo, nasceram os seus filhos, um bocado malucos. Vou lembrar alguns neste momento e talvez dar à luz ainda uns outros: pertencer à selecção nacional de futebol, ser jogador exímio de jogo do pau, dançar o melhor que puder danças folclóricas, de salão e dança contemporânea, aprender saxofone, aprender teoria musical, ser um exímio massagista, ser um líder espiritual, aprender surf, etc&#8230;</p>
<p>Para muitos, desejar tantas coisas, pode parecer antagónico. A mim neste momento, fazer todos estes desejos é sobretudo uma forma de energização brutal. Um dos aspectos mais importantes do desejar é o seguinte: estou a desejar de forma egoísta (para ser o maior da minha rua) ou estou a desejar de forma altruista? Os meus desejos são altruistas. No mínimo, ao realiza-los estarei a mostrar que é possível desejar o improvável. Será uma forma de mostrar que os seres humanos são apenas limitados pelas crenças que alimentam. É possível estes desejos todos se realizem? Sim, definitivamente. É improvavel?  Á luz da lógica sim.</p>
<p>Fé é acreditar no improvável. Probabilidades são apenas matemática e a matemática não é vida. A vida é o sonho (António Gedeão), e os sonhos não são matemáticos.</p>
<p>Agora, a surpresa. A minha surpresa ao fazer estes desejos e aceita-los foi que, efectivamente, eu já comecei a aprendizagem de todas estas àreas.</p>
<p>O futebol já comecei a aprendizagem á muitos anos e ainda hoje, mais do que nunca, estou a aprender sobre sutebol. Se calhar não pertencerei à selecção nacional como jogador, mas como psicólogo, quem sabe? O jogo do pau comecei a minha aprendizagem muito novo, com o meu avô, que era um mestre nesse jogo. Lembro de ele mandar a vara contra o meu estômago e me fazer cair vezes sem conta. Quanto às danças, já comecei a aprendizagem de todas elas. A folclórica no grupo folclórico na universidade do minho, a contemporanea na casa da juventude em vila do conde e as danças de salão numa aula experimental em Braga. Outras danças aprendi no andanças. Isto de ser um exímio dançarino já começou. No que toca ao saxofone, ensinaram-me em Bruxelas, tive umas aulas iniciais. Aprender teoria musical também já comecei, quer na junqueira, quer na escola de música da Póvoa de Varzim. As massagens, fui aprendendo com outras pessoas e tenho alguns livros, a espiritualidade tem sido uma constante da minha vida e ando sempre esta minha faceta da liderança espiritual. Aprender surf é que poderia ser visto como uma das aprendizagens que ainda não comecei. Na verdade já comecei, porque já falei com alguns surfistas que me foram explicando como funciona esta modalidade.</p>
<p><strong>A surpresa é perceber que os desejos que faço já se estão a realizar</strong>. A parte mais dificil é perceber quais são realmente os meus desejos. Depois de ir desejando, resta-me ir fazendo o melhor a cada momento. <strong>O cálculo da conjugação de todos os desejos é que vai traçando o caminho.</strong></p>
<p>E tu, que é que desejas?</p>
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		<title>Futebol e espiritualidade</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 21:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Na passada sexta-feira fui treinar com a equipa de séniores da Junqueira. Um dos meus desejos é jogar na selecção nacional de futebol e por isso,com quase 32 anos, tenho algum trabalho de casa para pôr em dia. Por causa de tudo isto, estive bastante atento durante o treino todo. Isto é uma tarefa bastante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na passada sexta-feira fui treinar com a equipa de séniores da Junqueira.</p>
<p>Um dos meus desejos é jogar na selecção nacional de futebol e por isso,com quase 32 anos, tenho algum trabalho de casa para pôr em dia. Por causa de tudo isto, estive bastante atento durante o treino todo. Isto é uma tarefa bastante árdua para um quase iniciante nestas coisas como eu.</p>
<p>Houve no entanto alguns pontos de reflexão com os quais me deparei:</p>
<p><strong>O que eu desejo para os meus colegas e o poder de acreditar</strong></p>
<p>Lembro-me de comentar com o Diogo sobre este assunto. O papel de acreditar é sobejamente aceite em várias àreas do conhecimento humano. Na religião, acreditar é uma atitude central. O papel da fé é essencial na existência humana. A física quântica descobriu recentemente o &#8220;efeito do observador&#8221;, isto é, o que o Físico espera, tem resultado na experiência que está a ser observada. A psicologia, com várias experiências, por exemplo a de Rosenthal e Jacobson, no efeito de pigmaleão, descobriram que o que os professores acreditam em relação ao desempenho académico dos alunos, acaba por se verificar. No futebol, este conhecimento foi mais relegado para o papel do avançado: o avançado tem que acreditar.</p>
<p>Eu optei por passar a parte do treino em que consegui estar atento, a imaginar que os meus colegas tinham o melhor desempenho possível. Isto tem, pelo menos, três vantagens: primeiro lanço boa energia para a sua execução e crio uma boa ligação com eles porque lhes estou a desejar o melhor; em segundo lugar estou a povoar o meu inconsciente de imagens de sucesso que posteriormente me auxiliarão e em terceiro lugar, vou treinar a minha capacidade para imaginar movimentos futebolísticos de sucesso, o que é óptimo para o decorrer do jogo.</p>
<p><strong>A competição interna na equipa e a vontade de rir do outro</strong></p>
<p>O que me pareceu, foi que muito do pessoal estava à espera que o colega se enganasse. Consigo perceber, pois se pensar de maneira egoísta, prefiro que o colega que vai antes de mim a fazer o exercício se atrapalhe que é já para eu não parecer tão mal se me enganar. Este é um nivelamento por baixo e pode ter consequências negativas no desempenho do grupo de trabalho.</p>
<p>Com efeitos contrários ao que referi no ponto anterior, se me focar no desempenho negativo do meu colega, quer desejando-o, quer o sublinhando quando acontece, vou reforçar o meu imaginário com erros e vou estar mais preocupado com o meu desempenho por oposição ao desempenho da equipa.</p>
<p><strong>O egoísmo e as suas repercussões negativas na equipa</strong></p>
<p>Quando era criança, costumava-se chamar &#8220;Ingoista&#8221; a quem segurava muito tempo a bola e tentava fazer tudo sozinho. Esta intuição infantil percebia que a equipa é mais que o individual jogador. Infelizmente um comportamento egoista em relação á equipa não acontece apenas desta forma.</p>
<p>Se tivermos um treinador que apenas está atento aos erros dos jogadores, toda a equipa ficará focada no erro e mais cedo ou mais tarde, estarão a fazer comentários desagradáveis mesmo quando visivelmente o erro foi técnico e não de decisão. Imaginemos uma situação em que eu não conduzi a bola e passei, mas deveria ter sido eu a conduzi-la. Ora se eu fiz isto com medo de errar e ser criticado, estou a ter um comportamento egoísta.</p>
<p>Os comportamentos egoístas são valorizados mais sempre que em primeiro lugar aparece o jogador e depois a equipa: valorização do jogador que quer resolver tudo sozinho sempre, focar no erro técnico do jogador indivídual, não valorização do esforço conjunto, premios individuais de desempenho, etc.</p>
<p><strong>Onde entra a espiritualidade</strong></p>
<p>O meu professor de psicologia do desporto dizia que quanto melhor uma equipa estava, menos uma equipa falava. O meu sonho é poder ajudar uma equipa a jogar em completo silêncio. E pode muito bem ser a equipa da Junqueira, minha terra. Consigo perfeitamente imaginar uma equipa, nas aldeias, que consiga jogar em completo silêncio. Só o respeito que consegue impor, deve ser magnífico.</p>
<p>Segundo as mais variadas religiões, nós somos todos um em Deus. O budismo afirma que somos todos o mesmo e que a existência individual é uma ilusão. Cristo diz que somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai. O Futebol consegue ser uma pequena lição do que isto representa. O egoísmo não vinga no futebol, o que vinga é o colectivo.</p>
<p>O Scolari conseguiu bons resultados com a selecção brasileira e portuguesa, muito por isto. Ele conseguia mexer com os espíritos (que é o que no fundo todos nós somos).</p>
<p><strong>O aqui e agora, o presente e a intemporalidade</strong></p>
<p>Lembro-me de, num treino, um jogador da Junqueira resmungar com a bola que havia perdido, virando costas, enquanto a bola lhe passava pelo sítio onde ele a poderia ter recuperado se tivesse continuado a acreditar.</p>
<p>Uma das principais tarefas de um treinador é manter a sua equipa acordada, presente. Se um jogador fica zangado com um colega por não ter feito o que ele queria ( e quantas vezes isso acontece) na próxima jogada de entendimento, as coisas já não vão sair da mesma forma. Este jogador ficou preso ao passado. Se criticar o meu colega porque ele falhou um golo, ele fica preso ao passado e quando tiver nova oportunidade não vai conseguir aproveita-la tão bem.</p>
<p>A actividade mental egóica (relativa ao ego) é algo que pode interferir em muito com a capacidade de estar presente no campo de jogo. Se eu ficar a remoer um corte que não consegui fazer, vou ficar muito menos apto a dar o meu contributo. Como se costuma dizer: fico a dormir. O futebol, ao contrário do que se possa pensar, é muito mais um jogo de decisão do que de execução. Os cálculos apontam para 2/3 do tempo para decisão e apenas 1/3 para execução. Para se poder decidir bem é preciso estar muito presente, para poder decidir em posse do maior número de elementos do jogo.</p>
<p><strong>Tentativa de aplicação das leis espirituais do sucesso</strong></p>
<p>A primeira lei é a <em>lei da pura potencialidade</em>. Esta lei afirma que o campo do espírito é um campo de pura potencialidade. Acreditar é saber que tudo é possível, inclusive o que nós desejamos. A mente é o campo da limitação. A meditação é uma das formas de usar esta lei. Outra das formas é o não-julgamento. Quando um outro jogador falha, se eu não gozar com ele (julgar) vou estar mais perto de não me limitar, de poder usar todo o meus potencial. Outra das formas é comungar com a natureza. Isto poderia ser uma actividade gira para fazer bem aos jogadores.</p>
<p>A segunda é a <em>lei de dar. </em>O que há a fazer aqui é equilibrar o dar com o receber. O jogador nem deve agarrar demasiado a bola, nem livrar-se dela quando é altura de a segurar. O medo não deve mandar. O medo é uma entidade não espiritual. A intenção do dar e do receber é sempre o mais importante. No mínimo, podemos dar a nossa benção. Qual é que é a minha intenção ao dar? Um exemplo negativo disto é quando, ao jogar ao meiinho um dos jogadores que está na roda, pretende queimar outro jogador. Este tipo de estilo perpetua-se depois no treino e nos jogos.</p>
<p>A terceira lei é a<em> lei do Karma</em>. Porque é que eu tenho sempre má sorte, dirá um jogador. A lei do Karma de forma simples diz: o que semeias, colhes. Cada acção desencadeia uma série de eventos no Universo que voltam para ti. Podem ler mais atentamente<a href="http://www.tozeconstantino.com/2011/02/as-sete-leis-espirituais-do-sucesso-segundo-deepak-chopra-lei-3-–-a-lei-do-karma/"> este post</a>. A melhor forma é estar consciente das decisões que se está a tomar. Será importante ouvir o corpo (especialmente o coração) para tomar as melhores decisões. Em relação ao Karma passado, o melhor é pedir desculpa. Num momento de jogo há sempre infinitas escolhas. A melhor escolha é sempre uma escolha individual. Nunca o medo é a melhor escolha, ou a ganância ou o egoismo.</p>
<p>A quarta lei, que pode ajudar à espiritualidade no futebol, é a <em>lei do menor esforço</em>. A maior parte das vezes um jogador inexperiente pode ser diferenciado de um outro experiente pela quantidade de esforço que dispende. Não é necessário suar a camisola de forma esforçada. Há 3 componentes para a lei do menor esforço. Uma é a <strong>aceitação</strong>, aceitar que se sofreu golo, aceitar que se falhou um golo, aceitar que não me passaram a bola numa boa oportunidade. Aceitar as coisas como elas são e não como gostássemos que fossem. A outra componente é a <strong>responsabilidade, </strong>todos os problemas contém a semente da oportunidade. &#8220;Porque é que eu estou nesta situação? O que é que eu faço para melhora-la&#8221;. Por fim a <strong>ausência de defensabilidade</strong>. Isto significa que não tens que convencer as pessoas do teu ponto de vista. Não tens que explicar porque é que fizeste este passo assim ou assado. Se o fizeres é porque faz sentido e não porque é uma obrigação. Uma forma bastante prática de aplicar esta lei é pensar no mundo como um espelho: – o que acontece na minha vida é um espelho do que se passa em mim. Quando sinto resistência no mundo, penso: – “a que é que eu estou a resistir?” <em>Será que estou a resistir ao sucesso? Será que não quero ganhar este jogo?</em> Se encontro resistência é porque estou a fazer algo de errado e normalmente isso é porque estou a tentar demasiado. Podes ficar ansioso ou inseguro, o que dificulta o teu percurso no treino ou no jogo.</p>
<p>A quinta é a <em>lei da intenção e do desejo</em>. Podes desejar rematar melhor, por exemplo. Sempre que pões a tua atenção na vontade, cresces mais forte na tua vida. Sempre que tiras a atenção da tua vontade ela desintegra-se e desaparece e desaparece. A intenção, por outro lado, desencadeia a transformação de informação e energia. Se te estiveres a forçar, num treino ficas desgastado psicológicamente, se por outro lado tiveres o primeiro lugar no campeonato como desejo, ficas cheio de energia.Se queres cumprir os teus desejos, deverás saber exactamente o que é que queres. Deves focar-te no que queres e não no que não queres. Tu atrais o que te focas. Mais uma vez, é bom que haja um treino de imaginação dos jogadores para que estes possas desejar aquilo que querem.</p>
<p>A <em>Lei do desapego</em> é a sexta-lei. Para conseguires algo no Universo Físico, tens que te desapegar disso. Não desistes da intenção e do desejo, mas largas mão do apego ao resultado. O apego vem de uma consciência de fraco resultado. Um jogador deve ser mais orientado para o processo do que orientado para o resultado. O desapego envolve também saber que estamos a realizar um papel, seja de treinador, seja de jogador. Podemos fazê-lo com paixão, mas se ficamos muito identificados com o papel, alguma coisa má acontece. Se alguém me diz que sou o maior, fico em cima, se alguém me diz que sou fraco, fico em baixo e ando assim tipo marionete dos outros. Se queres ganhar poder, como treinador ou jogador, desapega-te e torna-te testemunha dos papeis que estás a representar.</p>
<p>A <em>Lei do dharma ou propósito de vida</em> é a sétima. Esta lei pode adequar-se ao futebol de forma simples. Qual é o teu maior talento no futebol. Em que é que podes servir melhor a tua equipa. Se calhar a tua resposta até te leva para o banco de suplentes. Se for esse o teu melhor papel, que seja. Se pudesses, em que lugar é que jogavas, tendo em conta os jogadores qual é o melhor papel que podes representar?</p>
<p>O futebol tem muito de espiritual, espero poder ter dado alguma ajuda. Também eu tenho muito a aprender sobre isto. Vamos ver quando chegar o próximo treino. Para já, doem-me as pernas do último. <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Os pais, os filhos e a internet</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 14:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e filhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje fui a uma sessão de sensibilização designada de &#8220;Os perigos da internet&#8221;. Confesso que fiquei um pouco irritado com o discurso do medo e os lugares comuns que encontrei, mas pronto não quero ser muito crítico. Toda a gente está a fazer o melhor que pode. As apresentações rodaram à volta da dimensão doentia que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje fui a uma sessão de sensibilização designada de &#8220;Os perigos da internet&#8221;. Confesso que fiquei um pouco irritado com o discurso do medo e os lugares comuns que encontrei, mas pronto não quero ser muito crítico. Toda a gente está a fazer o melhor que pode.</p>
<p>As apresentações rodaram à volta da dimensão doentia que pode assumir a internet, e a forma de poder evitar essas consequências indesejáveis. Esta formação foi promovida pela Unidade de Saúde Familiar de São Simão da Junqueira. Mais uma vez, o discurso médico é feito á base da doença. Mais do que um enfoque em modelos preventivos positivos, concentra-se em extremidades dos comportamentos, indicando remédios (neste caso em forma de regras) como uma cura para os problemas &#8220;internetianos&#8221;.</p>
<p>Creio que falta sobretudo um discurso compreensivo sobre o fenómeno da internet e de como ele pode ser mais benéfico.</p>
<p><strong>A história dos ecrãs</strong></p>
<p>Já pouca gente se deve lembrar como foi que aos poucos e poucos a &#8220;caixinha que mudou o mundo&#8221; se infiltrou nas suas vidas. Se o fogo gera encantamentos em muitas pessoas, pelo seu brilho e a sua luz, imaginemos um ecrã que tem luz própria e que mais tarde, fica ainda colorido. A quantidade de pessoas que passa várias horas em frente à máquina chamada televisão, não é pequena, é sim enorme.</p>
<p>Os computadores surgiram depois com ecrãs arcaicos que rápidamente voaram para coloridos estonteantes, dependendo do jogo, site ou programa. Mais um ecrã, mais um encantamento.</p>
<p>Do que eu consigo perceber, neste momento, nas casas portuguesas ( e em todo o mundo ) temos um movimento antagónico: se por um lado os pais continuaram a alimentar a passividade em frente aos ecrãs de televisão, os filhos procuram nos computadores uma forma de comunicação activa e até, por vezes, de extravasar para fora do ecrã, querendo conhecer quem está por fora do mesmo.</p>
<p><strong>Porque é que as crianças saem da mesa directamente para o computador?</strong></p>
<p>Dizia-me esta manhã o Professor Pinto da Costa: &#8220;A criança vai para o seu mundo&#8221;. Então o mundo da criança não é partilhado com os pais? Lembro-me de duas situações: a primeira de um amigo que me dizia estes dias que agora que tem uma filha tem que ponderar como é que fará para desligar a televisão ao jantar, pois pelos vistos a televisão está sempre ligada ao jantar. Lembro-me de outra história de um casal que se queixava de terem problemas de comunicação com as duas filhas. Acontecia que toda a gente da casa enorme onde moravam tinha casa de banho privativa no seu quarto, televisão no seu quarto e computador no seu quarto.</p>
<p><strong>A grande resposta é a comunicação.</strong></p>
<p>Mais do que regras de funcionamento (pois as regras são para ajudar o homem e não o contrário) é importante que as famílias comuniquem. Quer seja o computador, a <a href="http://junqueira.wordpress.com/a-televisao-saiu-de-casa/">televisão</a> ou o rádio, se forem obstáculos à comunicação devem ser questionados. Nem que seja tão radical como a opção de não os ter em casa.</p>
<p>Para que pais e filhos possam comunicar têm que ter tempo em comum. Quais são as melhores oportunidades de comunicar? São todas. Estamos sempre a comunicar, mesmo que isso exprima uma vontade de não comunicar.</p>
<p>Poderia escrever muito mais sobre isso, mas não quero maçar. Outras oportunidades virão.</p>
<p>Este tema suscitou-me uma pequena nota humorística em vídeo que podem ver abaixo.</p>
<p>Obrigado e até breve.</p>
<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/0V6YYSrFs2I"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/0V6YYSrFs2I" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Como viver, simplesmente.</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 12:31:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Perdoar o passado. Viver o presente. Desejar o futuro. Se confundirmos estas realidades estaremos a confundirmo-nos. Se eu quiser viver o passado, em forma de saudade, ou em forma de remorso, estou preso a uma imaginação que eu não poderei mudar. Acabarei efectivamente sem ter passado, pois o meu passado foi estar a olhar para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Perdoar o passado. Viver o presente. Desejar o futuro.</strong></p>
<p>Se confundirmos estas realidades estaremos a confundirmo-nos.</p>
<p>Se eu quiser <em>viver o passado</em>, em forma de saudade, ou em forma de remorso, estou preso a uma imaginação que eu não poderei mudar. Acabarei efectivamente sem ter passado, pois o meu passado foi estar a olhar para o passado.</p>
<p><em>Desejar o passado</em>, desejar que o passado seja diferente, exige muita energia e poderá ser feito apenas se distorcermos os factos da nossa história, o que também não é tradutor de bem-estar, devido à tensão gerada com as memória originais.</p>
<p>Em relação ao <em>presente, ele não poderá ser perdoado</em>. Pois isso seria criar dois momentos. O perdoado e outro no qual se perdoa. O presente não tem dois momentos.</p>
<p>Em relação a <em>desejar o presente, </em>também isto não poderá ser. Se eu estou sentado no meu gabinete, não posso desejar estar agora na china. Eu estou onde estou. O conjunto dos meus desejos passados levaram-me até ao presente e é bom que o aceite. O presente é para ser vivido, não desejado. Tentar desejar que o presente seja outra coisa causa uma incoerência que impede de aproveitar tudo o que o momento presente tem para dar.</p>
<p>Quanto ao <em>futuro</em>, não faz sentido que este seja p<em>erdoado</em>, pois ainda nada aconteceu.</p>
<p>O<em> futuro não pode ser vivido</em>. Muitas pessoas, eu próprio caí e caio por vezes nesse erro. Tentar viver o futuro. Imaginar imensas coisas no futuro e fingir que realmente estas são o presente. Isto é viver uma ficção uma artificialidade que ainda por cima, tira a possibilidade de nos ficarmos no aqui e agora, efectivamente onde é possível viver é no aqui e agora.</p>
<p>O <strong>passado é para ser perdoado</strong>, isto é, o que fizemos de errado é para ser aceite por nós.O que costuma acontecer é que , por não terem perdoado ou aceite a sua história pessoal, as pessoas tendem a remoer o que está inscrito nesta. A nossa história, o nosso passado, não é para remoer, mas sim para aprender. Para aprender é preciso aceitar. Quem não aceita, vive em negação e está incapaz de lidar com o presente, pois não sabe quem é. Se eu não aceitar na minha história o facto de ser pai, é provavel que no meu presente não dê o tratamento necessário aos meus filhos, pois estou em negação desse facto. O passado, tal como o futuro são produtos do imaginário pessoal, não podemos confiar neles para agir. Este facto é bem estudado pelas ciências cognitivas no tema &#8220;falsas memórias&#8221;. Os advogados norte-americanos conheciam bem isto. Nos questionário que faziam em  tribunal eles sabiam que obteriam respostas crescente de velocidade quando perguntavam &#8220;A que velocidade tocaram os carros?&#8221; &#8220;A que velocidade se esbarraram os carros&#8221; ou &#8220;A que velocidade se esmagaram os carros&#8221;. Desta forma descobriram que a nossa memória não é algo de muito fiável. Aliás, memórias discordantes são a fonte da maior parte das discussões. Que importância podemos dar então ao nosso passado? A memória pode trazer-nos o conhecimento das limitações não imediatamente visiveis com que nos deparamos numa determinada situação de vida. Cabe-nos a nós dar a importância devida a essas informações. Se a minha memória me diz que estou de más relações com alguém, cabe-me a mim dar a devida importância a essa mesma informação. Se calhar é demasiado desajustado dar-lhe um abraço efusivo, mas posso ter um comportamento um pouco mais afectuoso ou respeitoso do que aquele que a minha memória me indica. Só quando aceitamos a nossa história na totalidade estaremos disponíveis para viver o presente.</p>
<p><strong>O futuro é para desejar.</strong> Para não corrermos o risco de vivermos no futuro ( que é na verdade a tentativa de controlar o que se vai acontecer connosco) podemos adoptar  estratégia do desejo. O desejo é ao mesmo tempo desapego. Se desejar  ser mais rico no futuro, posso deseja-lo. Se o desejar e confiar, não preciso de andar a antever todas as tarefas para chegar a este objectivo ,o que acabaria por me fazer viver no futuro. Nós somos criadores, sempre que desejamos criamos o futuro. &#8220;Sempre que um Homem sonha, o mundo pula e avança&#8221;.</p>
<p>Quanto ao<strong> presente</strong>, a partir do momento em que perdoamos o passado e desejamos o futuro, estamos livres e livres para aproveitar. No presente não há ameaças, no &#8220;aqui e agora&#8221; nós somos sempre livres, não há qualquer problema.</p>
<p>Considera isto um <strong>presente</strong> meu. <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>As sete leis espirituais do sucesso segundo Deepak Chopra. Lei 7  – A lei do dharma ou propósito na vida</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 10:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda a gente tem um talento único na vida, um dom único ou um talento especial para dar aos outros. Quando misturamos este talento com serviço aos outros, experienciamos os extase  e a exultação do nosso próprio espirito, que é o último objectivo de todos os objectivos. Há 3 componentes para esta lei: 1. Que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda a gente tem um talento único na vida, um dom único ou um talento especial para dar aos outros. Quando misturamos este talento com serviço aos outros, experienciamos os extase  e a exultação do nosso próprio espirito, que é o último objectivo de todos os objectivos.</p>
<p>Há 3 componentes para esta lei:</p>
<p>1. Que cada um está cá para descobrir o nosso verdadeiro Eu, para descobrirmos por nós próprios que o nosso verdadeiro Eu é espiritual. Essencialmente somos seres espirituais que tomara forma no mundo material. Precisamos de descobrir o que dentro de nós é um Deus ou Deusa em embrião e que quer nascer de forma a podermos expressar a nossa divindade.</p>
<p>2. Expressar o nosso talento único. A expressão desse talento leva-te a uma consciência intemporal e ajuda-te a descobrir o teu verdadeiro eu e como poderás servir a humanidade.</p>
<p>3. Para servir a humanidade. Para ajudar aqueles com quem to entras em contacto numa base diária. Através de ajudar os outros e com a combinação do teu talento único em combinação  com a experiência da tua própria espiritualidade, não há hipótese de não teres abundância ilimitada, pois esta é a forma real de como a abundância se consegue. Então pergunta: &#8220;Como posso eu ajudar?&#8221; e não &#8220;O que é que eu vou lucrar com isso?&#8221;. Fazendo isto irás automáticamente para além do domínio do ego e para o domínio do espírito.</p>
<p>O que farias se o dinheiro não fosse preocupação e tivesses todo o tempo do mundo? Se estarias na mesma a fazer o que fazes agora, então estás em Dharma, porque tens paixão pelo que fazes &#8211; estás a expressar o teu talento único. Como é que encaixas melhor para servir o mundo? Responde a esta questão e põe-na em prática. Fazendo isto gerará toda a riqueza que quiseres porque a tua expressão criativa encaixa nos teus companheiros humanos. Conhecerás a verdadeira alegria e o verdadeiro significado de sucesso.</p>
<p>Toda a gente tem um propósito. Para conheceres este propósito ouve o teu coração. Não há partes de sobra neste puzzle que é o universo. Toda a gente tem um talento único. Ao usares o teu talento e melhorares as partes da tua vida que não estão a receber muita atenção, conseguimos o equilibrio a força e a flexibilidade.</p>
<p>Dharma é conhecido também como o impulso evolutivo do Universo. Quando estás a ser único, serves a rede e passas a receber tudo o que queres na vida. Descobre os teus talentos únicos e como eles servem a teia da vida e faz isso com paixão. Quando se está a funcionar assim, perde-se a noção do tempo.</p>
<p>A questão essencial é: <strong>se tivesses todo o tempo do mundo e o dinheiro não fosse questão, o que estarias a fazer neste momento? </strong>Se estivesses a fazer exactamente o mesmo, estás em Dharma. Ao viveres o presente, o dinheiro perde o seu valor, é mais um acontecimento e ao viveres no presente, tens todo o tempo do mundo, porque o presente é eterno. <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Deixem comentários, por favor. Obrigado <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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