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	<title>Tozé Constantino &#187; Saber</title>
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		<title>Dificuldades de aprendizagem e necessidade dramática</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 12:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ter percorrido várias teorias psicológicas e de as contrastar com a minha experiência com crianças com dificuldades de aprendizagem chego à conclusão que isto pode ser visto como uma questão dramática, no sentido de representação, drama, teatro. O personagem de aluno/a com dificuldades é muito rica. Enquanto que um bom aluno poderá todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter percorrido várias teorias psicológicas e de as contrastar com a minha experiência com crianças com dificuldades de aprendizagem chego à conclusão que isto pode ser visto como uma questão dramática, no sentido de representação, drama, teatro.</p>
<p>O personagem de aluno/a com dificuldades é muito rica. Enquanto que um bom aluno poderá todos os dias percorrer casa-escola, escola-casa, um aluno com dificuldades poderá ter, à partida uma vida muito mais preenchida na representação deste seu personagem.</p>
<p><strong>A atenção e proximidade dos pais e professores.</strong></p>
<p>Não há coisa mais importante para uma criança do que receber atenção. Uma criança com dificuldades tem uma extrema necessidade de atenção. Uma criança com dificuldades de aprendizagem vive muito mais a proximidade dos pais e em muitos casos merece uma atenção especial dos professores. Não sei se existe algum estudo, mas acredito que o tempo de interacção ente pais e crianças com dificuldades de aprendizagem é muito maior do que toca às restantes crianças. Para os teóricos da vinculação, seria interessante explorar esta possível explicação para as dificuldades de aprendizagem. Alguns profissionais assinalam perturbações afectivas nestas crianças.</p>
<p>Será a história de várias famílias, estas crianças chegarem a casa e ainda ficarem várias horas, por vezes pela noite dentro, à volta das questões escolares. O fenómeno das dificuldades adviria, segundo esta perspectiva, de questões referentes à atenção e proximidade (vinculação).</p>
<p><strong>Riqueza social e rebuliço da personagem &#8220;dificuldades de aprendizagem&#8221;</strong></p>
<p>Completando o que dizia no início deste texto, esta personagem de D.A. é muito mais rica em termos sociais do que uma personagem sem as tais dificuldades. Ele é idas a psicólogos, Pais a interagir com Professores, explicações e as pessoas novas que isto traz. Há, em vários casos, uma riqueza social associada às D.A. Uma riqueza social e interactiva dificilmente conseguida de outra forma nos dias que correm.</p>
<p><strong>Pôr os outros a trabalhar</strong></p>
<p>Algo que já percebi em algumas crianças com D.A. é a capacidade de leitura dos outros e seu comportamento associada a capacidade de pôr os outros a trabalhar para eles. Isto está associado a uma capacidade dramática bastante grande. Se em perguntas de verdadeiro e falso, eu disser verdadeiro para uma pergunta e ninguém reagir, é porque está certo. Se alguém reagir, abano a cabeça (como quem &#8220;que tonteria a minha&#8221;) e digo &#8220;Falso&#8221;. Já vi crianças com D.A. a espontaneamente formarem uma equipa de auxiliares que vão fazendo o trabalho deste nosso prodígio em manipulação.</p>
<p>Há um aspecto muito interessante: tal como uma doença rara põe vários médicos a trabalhar em equipa, uma criança com dificuldades de aprendizagem vai ter a necessidade de vários profissionais em equipa. As crianças com necessidades especiais são uma oportunidade para que cada um desenvolva as suas capacidades de ajuda. A rede humana funciona muitas vezes em função das necessidades. As necessidades destas crianças activam as capacidades de ajuda dos outros que as envolvem. Muitas vezes as pessoas à volta que pensavam saber muito, verificam que toda a sua sapiência ( e paciência) se esgota nas dúvidas daquela criança.</p>
<p><strong>Que papel queres representar?</strong></p>
<p>No meu entender é importante, extremamente importante, mostrar a estas crianças, é que podem representar outro papel. Para isto, as pessoas à volta poderão ser mobilizadas para criar um novo enredo dramático para esta pessoa e que lhe traga o protagonismo que este tipo de crianças quer. Isto será usar os mesmos recursos humanos ou ainda menos, mas num novo enredo. Por exemplo, treinar pequenas peças de teatro para representar em casa junto aos pais depois de uma sessão bem sucedida de trabalhos de casa.</p>
<p>Estas crianças podem mesmo representar o papel de criança altamente inteligente e bem-sucedida escolarmente que elas têm dentro delas. Aos auxiliares de palco resta acreditar nas suas capacidades e leva-los a acreditarem também.</p>
<p>Vamos lá a mudar o papel. Qual papel?</p>
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		<title>Futebol e espiritualidade</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 21:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Na passada sexta-feira fui treinar com a equipa de séniores da Junqueira. Um dos meus desejos é jogar na selecção nacional de futebol e por isso,com quase 32 anos, tenho algum trabalho de casa para pôr em dia. Por causa de tudo isto, estive bastante atento durante o treino todo. Isto é uma tarefa bastante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na passada sexta-feira fui treinar com a equipa de séniores da Junqueira.</p>
<p>Um dos meus desejos é jogar na selecção nacional de futebol e por isso,com quase 32 anos, tenho algum trabalho de casa para pôr em dia. Por causa de tudo isto, estive bastante atento durante o treino todo. Isto é uma tarefa bastante árdua para um quase iniciante nestas coisas como eu.</p>
<p>Houve no entanto alguns pontos de reflexão com os quais me deparei:</p>
<p><strong>O que eu desejo para os meus colegas e o poder de acreditar</strong></p>
<p>Lembro-me de comentar com o Diogo sobre este assunto. O papel de acreditar é sobejamente aceite em várias àreas do conhecimento humano. Na religião, acreditar é uma atitude central. O papel da fé é essencial na existência humana. A física quântica descobriu recentemente o &#8220;efeito do observador&#8221;, isto é, o que o Físico espera, tem resultado na experiência que está a ser observada. A psicologia, com várias experiências, por exemplo a de Rosenthal e Jacobson, no efeito de pigmaleão, descobriram que o que os professores acreditam em relação ao desempenho académico dos alunos, acaba por se verificar. No futebol, este conhecimento foi mais relegado para o papel do avançado: o avançado tem que acreditar.</p>
<p>Eu optei por passar a parte do treino em que consegui estar atento, a imaginar que os meus colegas tinham o melhor desempenho possível. Isto tem, pelo menos, três vantagens: primeiro lanço boa energia para a sua execução e crio uma boa ligação com eles porque lhes estou a desejar o melhor; em segundo lugar estou a povoar o meu inconsciente de imagens de sucesso que posteriormente me auxiliarão e em terceiro lugar, vou treinar a minha capacidade para imaginar movimentos futebolísticos de sucesso, o que é óptimo para o decorrer do jogo.</p>
<p><strong>A competição interna na equipa e a vontade de rir do outro</strong></p>
<p>O que me pareceu, foi que muito do pessoal estava à espera que o colega se enganasse. Consigo perceber, pois se pensar de maneira egoísta, prefiro que o colega que vai antes de mim a fazer o exercício se atrapalhe que é já para eu não parecer tão mal se me enganar. Este é um nivelamento por baixo e pode ter consequências negativas no desempenho do grupo de trabalho.</p>
<p>Com efeitos contrários ao que referi no ponto anterior, se me focar no desempenho negativo do meu colega, quer desejando-o, quer o sublinhando quando acontece, vou reforçar o meu imaginário com erros e vou estar mais preocupado com o meu desempenho por oposição ao desempenho da equipa.</p>
<p><strong>O egoísmo e as suas repercussões negativas na equipa</strong></p>
<p>Quando era criança, costumava-se chamar &#8220;Ingoista&#8221; a quem segurava muito tempo a bola e tentava fazer tudo sozinho. Esta intuição infantil percebia que a equipa é mais que o individual jogador. Infelizmente um comportamento egoista em relação á equipa não acontece apenas desta forma.</p>
<p>Se tivermos um treinador que apenas está atento aos erros dos jogadores, toda a equipa ficará focada no erro e mais cedo ou mais tarde, estarão a fazer comentários desagradáveis mesmo quando visivelmente o erro foi técnico e não de decisão. Imaginemos uma situação em que eu não conduzi a bola e passei, mas deveria ter sido eu a conduzi-la. Ora se eu fiz isto com medo de errar e ser criticado, estou a ter um comportamento egoísta.</p>
<p>Os comportamentos egoístas são valorizados mais sempre que em primeiro lugar aparece o jogador e depois a equipa: valorização do jogador que quer resolver tudo sozinho sempre, focar no erro técnico do jogador indivídual, não valorização do esforço conjunto, premios individuais de desempenho, etc.</p>
<p><strong>Onde entra a espiritualidade</strong></p>
<p>O meu professor de psicologia do desporto dizia que quanto melhor uma equipa estava, menos uma equipa falava. O meu sonho é poder ajudar uma equipa a jogar em completo silêncio. E pode muito bem ser a equipa da Junqueira, minha terra. Consigo perfeitamente imaginar uma equipa, nas aldeias, que consiga jogar em completo silêncio. Só o respeito que consegue impor, deve ser magnífico.</p>
<p>Segundo as mais variadas religiões, nós somos todos um em Deus. O budismo afirma que somos todos o mesmo e que a existência individual é uma ilusão. Cristo diz que somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai. O Futebol consegue ser uma pequena lição do que isto representa. O egoísmo não vinga no futebol, o que vinga é o colectivo.</p>
<p>O Scolari conseguiu bons resultados com a selecção brasileira e portuguesa, muito por isto. Ele conseguia mexer com os espíritos (que é o que no fundo todos nós somos).</p>
<p><strong>O aqui e agora, o presente e a intemporalidade</strong></p>
<p>Lembro-me de, num treino, um jogador da Junqueira resmungar com a bola que havia perdido, virando costas, enquanto a bola lhe passava pelo sítio onde ele a poderia ter recuperado se tivesse continuado a acreditar.</p>
<p>Uma das principais tarefas de um treinador é manter a sua equipa acordada, presente. Se um jogador fica zangado com um colega por não ter feito o que ele queria ( e quantas vezes isso acontece) na próxima jogada de entendimento, as coisas já não vão sair da mesma forma. Este jogador ficou preso ao passado. Se criticar o meu colega porque ele falhou um golo, ele fica preso ao passado e quando tiver nova oportunidade não vai conseguir aproveita-la tão bem.</p>
<p>A actividade mental egóica (relativa ao ego) é algo que pode interferir em muito com a capacidade de estar presente no campo de jogo. Se eu ficar a remoer um corte que não consegui fazer, vou ficar muito menos apto a dar o meu contributo. Como se costuma dizer: fico a dormir. O futebol, ao contrário do que se possa pensar, é muito mais um jogo de decisão do que de execução. Os cálculos apontam para 2/3 do tempo para decisão e apenas 1/3 para execução. Para se poder decidir bem é preciso estar muito presente, para poder decidir em posse do maior número de elementos do jogo.</p>
<p><strong>Tentativa de aplicação das leis espirituais do sucesso</strong></p>
<p>A primeira lei é a <em>lei da pura potencialidade</em>. Esta lei afirma que o campo do espírito é um campo de pura potencialidade. Acreditar é saber que tudo é possível, inclusive o que nós desejamos. A mente é o campo da limitação. A meditação é uma das formas de usar esta lei. Outra das formas é o não-julgamento. Quando um outro jogador falha, se eu não gozar com ele (julgar) vou estar mais perto de não me limitar, de poder usar todo o meus potencial. Outra das formas é comungar com a natureza. Isto poderia ser uma actividade gira para fazer bem aos jogadores.</p>
<p>A segunda é a <em>lei de dar. </em>O que há a fazer aqui é equilibrar o dar com o receber. O jogador nem deve agarrar demasiado a bola, nem livrar-se dela quando é altura de a segurar. O medo não deve mandar. O medo é uma entidade não espiritual. A intenção do dar e do receber é sempre o mais importante. No mínimo, podemos dar a nossa benção. Qual é que é a minha intenção ao dar? Um exemplo negativo disto é quando, ao jogar ao meiinho um dos jogadores que está na roda, pretende queimar outro jogador. Este tipo de estilo perpetua-se depois no treino e nos jogos.</p>
<p>A terceira lei é a<em> lei do Karma</em>. Porque é que eu tenho sempre má sorte, dirá um jogador. A lei do Karma de forma simples diz: o que semeias, colhes. Cada acção desencadeia uma série de eventos no Universo que voltam para ti. Podem ler mais atentamente<a href="http://www.tozeconstantino.com/2011/02/as-sete-leis-espirituais-do-sucesso-segundo-deepak-chopra-lei-3-–-a-lei-do-karma/"> este post</a>. A melhor forma é estar consciente das decisões que se está a tomar. Será importante ouvir o corpo (especialmente o coração) para tomar as melhores decisões. Em relação ao Karma passado, o melhor é pedir desculpa. Num momento de jogo há sempre infinitas escolhas. A melhor escolha é sempre uma escolha individual. Nunca o medo é a melhor escolha, ou a ganância ou o egoismo.</p>
<p>A quarta lei, que pode ajudar à espiritualidade no futebol, é a <em>lei do menor esforço</em>. A maior parte das vezes um jogador inexperiente pode ser diferenciado de um outro experiente pela quantidade de esforço que dispende. Não é necessário suar a camisola de forma esforçada. Há 3 componentes para a lei do menor esforço. Uma é a <strong>aceitação</strong>, aceitar que se sofreu golo, aceitar que se falhou um golo, aceitar que não me passaram a bola numa boa oportunidade. Aceitar as coisas como elas são e não como gostássemos que fossem. A outra componente é a <strong>responsabilidade, </strong>todos os problemas contém a semente da oportunidade. &#8220;Porque é que eu estou nesta situação? O que é que eu faço para melhora-la&#8221;. Por fim a <strong>ausência de defensabilidade</strong>. Isto significa que não tens que convencer as pessoas do teu ponto de vista. Não tens que explicar porque é que fizeste este passo assim ou assado. Se o fizeres é porque faz sentido e não porque é uma obrigação. Uma forma bastante prática de aplicar esta lei é pensar no mundo como um espelho: – o que acontece na minha vida é um espelho do que se passa em mim. Quando sinto resistência no mundo, penso: – “a que é que eu estou a resistir?” <em>Será que estou a resistir ao sucesso? Será que não quero ganhar este jogo?</em> Se encontro resistência é porque estou a fazer algo de errado e normalmente isso é porque estou a tentar demasiado. Podes ficar ansioso ou inseguro, o que dificulta o teu percurso no treino ou no jogo.</p>
<p>A quinta é a <em>lei da intenção e do desejo</em>. Podes desejar rematar melhor, por exemplo. Sempre que pões a tua atenção na vontade, cresces mais forte na tua vida. Sempre que tiras a atenção da tua vontade ela desintegra-se e desaparece e desaparece. A intenção, por outro lado, desencadeia a transformação de informação e energia. Se te estiveres a forçar, num treino ficas desgastado psicológicamente, se por outro lado tiveres o primeiro lugar no campeonato como desejo, ficas cheio de energia.Se queres cumprir os teus desejos, deverás saber exactamente o que é que queres. Deves focar-te no que queres e não no que não queres. Tu atrais o que te focas. Mais uma vez, é bom que haja um treino de imaginação dos jogadores para que estes possas desejar aquilo que querem.</p>
<p>A <em>Lei do desapego</em> é a sexta-lei. Para conseguires algo no Universo Físico, tens que te desapegar disso. Não desistes da intenção e do desejo, mas largas mão do apego ao resultado. O apego vem de uma consciência de fraco resultado. Um jogador deve ser mais orientado para o processo do que orientado para o resultado. O desapego envolve também saber que estamos a realizar um papel, seja de treinador, seja de jogador. Podemos fazê-lo com paixão, mas se ficamos muito identificados com o papel, alguma coisa má acontece. Se alguém me diz que sou o maior, fico em cima, se alguém me diz que sou fraco, fico em baixo e ando assim tipo marionete dos outros. Se queres ganhar poder, como treinador ou jogador, desapega-te e torna-te testemunha dos papeis que estás a representar.</p>
<p>A <em>Lei do dharma ou propósito de vida</em> é a sétima. Esta lei pode adequar-se ao futebol de forma simples. Qual é o teu maior talento no futebol. Em que é que podes servir melhor a tua equipa. Se calhar a tua resposta até te leva para o banco de suplentes. Se for esse o teu melhor papel, que seja. Se pudesses, em que lugar é que jogavas, tendo em conta os jogadores qual é o melhor papel que podes representar?</p>
<p>O futebol tem muito de espiritual, espero poder ter dado alguma ajuda. Também eu tenho muito a aprender sobre isto. Vamos ver quando chegar o próximo treino. Para já, doem-me as pernas do último. <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Os pais, os filhos e a internet</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 14:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e filhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje fui a uma sessão de sensibilização designada de &#8220;Os perigos da internet&#8221;. Confesso que fiquei um pouco irritado com o discurso do medo e os lugares comuns que encontrei, mas pronto não quero ser muito crítico. Toda a gente está a fazer o melhor que pode. As apresentações rodaram à volta da dimensão doentia que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje fui a uma sessão de sensibilização designada de &#8220;Os perigos da internet&#8221;. Confesso que fiquei um pouco irritado com o discurso do medo e os lugares comuns que encontrei, mas pronto não quero ser muito crítico. Toda a gente está a fazer o melhor que pode.</p>
<p>As apresentações rodaram à volta da dimensão doentia que pode assumir a internet, e a forma de poder evitar essas consequências indesejáveis. Esta formação foi promovida pela Unidade de Saúde Familiar de São Simão da Junqueira. Mais uma vez, o discurso médico é feito á base da doença. Mais do que um enfoque em modelos preventivos positivos, concentra-se em extremidades dos comportamentos, indicando remédios (neste caso em forma de regras) como uma cura para os problemas &#8220;internetianos&#8221;.</p>
<p>Creio que falta sobretudo um discurso compreensivo sobre o fenómeno da internet e de como ele pode ser mais benéfico.</p>
<p><strong>A história dos ecrãs</strong></p>
<p>Já pouca gente se deve lembrar como foi que aos poucos e poucos a &#8220;caixinha que mudou o mundo&#8221; se infiltrou nas suas vidas. Se o fogo gera encantamentos em muitas pessoas, pelo seu brilho e a sua luz, imaginemos um ecrã que tem luz própria e que mais tarde, fica ainda colorido. A quantidade de pessoas que passa várias horas em frente à máquina chamada televisão, não é pequena, é sim enorme.</p>
<p>Os computadores surgiram depois com ecrãs arcaicos que rápidamente voaram para coloridos estonteantes, dependendo do jogo, site ou programa. Mais um ecrã, mais um encantamento.</p>
<p>Do que eu consigo perceber, neste momento, nas casas portuguesas ( e em todo o mundo ) temos um movimento antagónico: se por um lado os pais continuaram a alimentar a passividade em frente aos ecrãs de televisão, os filhos procuram nos computadores uma forma de comunicação activa e até, por vezes, de extravasar para fora do ecrã, querendo conhecer quem está por fora do mesmo.</p>
<p><strong>Porque é que as crianças saem da mesa directamente para o computador?</strong></p>
<p>Dizia-me esta manhã o Professor Pinto da Costa: &#8220;A criança vai para o seu mundo&#8221;. Então o mundo da criança não é partilhado com os pais? Lembro-me de duas situações: a primeira de um amigo que me dizia estes dias que agora que tem uma filha tem que ponderar como é que fará para desligar a televisão ao jantar, pois pelos vistos a televisão está sempre ligada ao jantar. Lembro-me de outra história de um casal que se queixava de terem problemas de comunicação com as duas filhas. Acontecia que toda a gente da casa enorme onde moravam tinha casa de banho privativa no seu quarto, televisão no seu quarto e computador no seu quarto.</p>
<p><strong>A grande resposta é a comunicação.</strong></p>
<p>Mais do que regras de funcionamento (pois as regras são para ajudar o homem e não o contrário) é importante que as famílias comuniquem. Quer seja o computador, a <a href="http://junqueira.wordpress.com/a-televisao-saiu-de-casa/">televisão</a> ou o rádio, se forem obstáculos à comunicação devem ser questionados. Nem que seja tão radical como a opção de não os ter em casa.</p>
<p>Para que pais e filhos possam comunicar têm que ter tempo em comum. Quais são as melhores oportunidades de comunicar? São todas. Estamos sempre a comunicar, mesmo que isso exprima uma vontade de não comunicar.</p>
<p>Poderia escrever muito mais sobre isso, mas não quero maçar. Outras oportunidades virão.</p>
<p>Este tema suscitou-me uma pequena nota humorística em vídeo que podem ver abaixo.</p>
<p>Obrigado e até breve.</p>
<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/0V6YYSrFs2I"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/0V6YYSrFs2I" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Turismo de experiência</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 13:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[Sustento]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem numa aula de psicologia de desenvolvimento, propus aos alunos pensarmos em grupo sobre a seguinte questão “como vêem Portugal daqui a 20 anos?”. A maior parte dos relatos foram negativos, desde a desestruturação das instituições como a Justiça, a Educação e a Saúde, o quadro pintado foi algumas vezes negro. Uma boa parte destas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem numa aula de psicologia de desenvolvimento, propus aos alunos pensarmos em grupo sobre a seguinte questão “como vêem Portugal daqui a 20 anos?”. A maior parte dos relatos foram negativos, desde a desestruturação das instituições como a Justiça, a Educação e a Saúde, o quadro pintado foi algumas vezes negro. Uma boa parte destas pessoas estão desapontadas e têm dificuldade em ver um futuro brilhante para Portugal.</p>
<p>Posso dizer-vos que estou verdadeiramente optimista em relação ao nosso País. Por estar optimista, conheço cada vez mais pessoas optimistas e juntos damo-nos força para continuar.</p>
<p>A visão que tenho para Portugal daqui a 20 anos (altura em que algumas das crianças com quem trabalho estarão entre os 26 e os 34) é de um Portugal em visível emancipação:</p>
<p>-       A educação terá levado finalmente uma reviravolta há tanto tempo necessária e já não será feita em instituições ou estas estarão completamente transformadas. As nossas crianças serão educadas para um turismo de luxo e de experiência. Muita desta educação será feita na casa dos educadores e não nas escolas.</p>
<p>-       Cada casa será um potencial de acção turística: mais um quarto ou dois servirão para albergar visitantes ao nosso País</p>
<p>Os nossos emigrantes irão ter  um papel importantíssimo nisto tudo. Se os nossos emigrantes voltarem para as nossas freguesias, aldeias e cidades, teremos um tradutor em cada canto e a comunicação será facilitada. E onde é que estão os nossos emigrantes? Estão nos 4 cantos do mundo. Em cada emigrante há uma pessoa a pensar como há-de voltar à sua terra. Se não pensam nisto, dão voltas na cabeça às razões que os impedem de voltar. Pois posso dizer-vos: há lugar para toda a gente. Em Agosto, quando voltam os emigrantes é uma festa. Já repararam bem na Alegria de um emigrante por cá voltar?</p>
<p><strong>O Turismo de Experiência</strong></p>
<p>Este tipo de turismo começa já a surgir em força e Portugal vai aproveita-lo em força também. Num outro post falo da <a href="http://www.tozeconstantino.com/2009/10/barcos-de-pesca-turismo-de-experiencia-nas-caxinas/">pesca como turismo de experiência</a>, a agricultura também está a dar cartas nesta área, principalmente no Brasil.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-65" title="pesca_vila_do_conde" src="http://www.tozeconstantino.com/wp-content/uploads/2009/11/pesca_vila_do_conde.jpg" alt="pesca_vila_do_conde" width="520" height="292" /></p>
<p>O turismo de experiência é um mar infinito de possibilidades. Aqui ficam algumas que me lembro disponíveis para os visitantes experienciarem em Portugal:</p>
<p>-       Desporto – principalmente o futebol, está claro, mas também todas as outras modalidades em que a pessoa poderia juntar-se a outras que já a estariam a praticar.</p>
<p>-       Pesca e Agricultura que já referi.</p>
<p>-       Cantares e dançares tradicionais e não só. Tudo o que seja cantar, dançar e exprimir-se artisticamente assim, como é exemplo o andanças e outros festivais organizados pelos pés-de-xumbo e não só.</p>
<p>-       Culinária – organização de oficinas de culinária</p>
<p>-       Saúde -  já se começa a organizar, mas ainda não está muito cimentado. Por exemplo, pessoas que vêm da Suíça para tratar os dentes e têm hotel incluído. Isto poder-se-ia aplicar a outras coisasNão me vou alongar mais, creio que já perceberam a ideia.</p>
<p>E entre vocês, que ideias têm surgido para gerar emprego em Portugal através do turismo de experiência?</p>
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		<title>Humoristas ajudam professores</title>
		<link>http://www.tozeconstantino.com/2009/10/humoristas-ajudam-professores/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 11:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem fui dar a primeira aula de psicologia do desenvolvimento e aprendizagem,  que estou a dar no Instituto Piaget em Gaia. Convidei o meu amigo Nuno Pinto a ser responsável por um &#8220;início de aula fantasma&#8221; entre dizer que a bibliografia iria ser em Alemão e já ter agendada uma viagem ao Zoo de Lisboa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem fui dar a primeira aula de psicologia do desenvolvimento e aprendizagem,  que estou a dar no Instituto Piaget em Gaia. Convidei o meu amigo <a href="http://www.tempoedinheiro.com">Nuno Pinto</a> a ser responsável por um &#8220;início de aula fantasma&#8221; entre dizer que a bibliografia iria ser em Alemão e já ter agendada uma viagem ao Zoo de Lisboa com o objectivo de perceber os macacos, nossos ancestrais, para poder conhecer o homem, os alunos perguntavam-se uns aos outros &#8220;quem é este cromo?&#8221;a. Habituados que estamos às apresentações em conjunto, isto mereceu-lhe  uma salva de palmas dos alunos que riam, misto de boquiabertos e divertidos. Isto deu logo o mote para uma aula descontraída que entre apresentações e matéria teve sempre o humor bem destacado. Posso arriscar dizer que todos os alunos gostaram bastante do que estiveram a fazer e saíram da interessados, relaxados e a pensar &#8220;quero mais&#8221;.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-70" title="escola_rir" src="http://www.tozeconstantino.com/wp-content/uploads/2009/10/escola_rir.jpg" alt="escola_rir" width="500" height="320" /></p>
<p>A minha próxima acção é telefonar para as produções fictícias e propor-lhes que façam cursos de humor para professores e <em>qui ça</em>, terem um papel preponderante na elaboração dos manuais escolares. Vá lá <a href="http://www.producoesficticias.pt/edicoes/producoesficticias/index.aspx">Produções Fictícias</a>, depois pagam-me um jantar <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já agora, alguém sabe de mais alguma empresa de humor em Portugal?</p>
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		<title>O discurso motivacional do Rocky</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 10:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Rocky sabe do que fala. É uma desculpa dos cobardes dizer que não está onde queria estar por causa deste, daquele ou daquela. Nós estamos onde queremos estar, é só preciso aceitar o mundo como é a cada momento e fazer o melhor possível com isso. O melhor possível de nós mesmos. E para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Rocky sabe do que fala. É uma desculpa dos cobardes dizer que não está onde queria estar por causa deste, daquele ou daquela. Nós estamos onde queremos estar, é só preciso aceitar o mundo como é a cada momento e fazer o melhor possível com isso. O melhor possível de nós mesmos. E para isso, só há um remédio: acreditarmos em nós mesmos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6tWLqFmaNdQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/6tWLqFmaNdQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Como falar em público</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 10:40:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estes dias estive com um amigo meu que é professor universitário e me confessou que estava um pouco ansioso. Tem pela frente algumas situações de exposição pública em breve e sente-se confrontado com uma ansiedade que o assalta. Na verdade, como é fácil de compreender, não é a própria exposição pública no acto de fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estes dias estive com um amigo meu que é professor universitário e me confessou que estava um pouco ansioso. Tem pela frente algumas situações de exposição pública em breve e sente-se confrontado com uma ansiedade que o assalta. Na verdade, como é fácil de compreender, não é a própria exposição pública no acto de fazer a apresentação que é o problema, mas sim as crenças que sustenta (no sentido de alimentar <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ).<br />
Falar em público sempre foi uma coisa muito natural para mim. Desde criança na  apresentação de espectáculos que fiz até aos dias de hoje, bem como nas formações ou nas aulas que dou presentemente. Para perceber melhor esta questão fiz algumas investigações que me levaram ao site do Alex Ryan www.10publicspeakingtips.com . Fiz o download do ebook como base para confrontar com a minha experiência.</p>
<p><strong>Ponto 1 &#8211; Falar em público não é inerentemente stressante.</strong><br />
Como tudo na vida, o que é stressante não é a situação em que nos encontramos, mas a percepção que as nossas crenças têm da mesma. Isto explica o facto de milhares de seres humanos falarem em público sem qualquer problema, e até mesmo quem tem esta dificuldade, tê-la apenas para situações mais específicas. Por isso, um dos trabalhos fundamentais será o trabalho das crenças, algumas das quais serão abordadas a seguir. Eu sei perfeitamente isto, porque a maior parte das vezes senti-me bem falando em público, mas sei também que houve outras em que me senti mais constrangido. Darei alguns exemplos mais à frente.</p>
<p><strong>Ponto 2 &#8211; Não é preciso ser brilhante ou perfeito para ter sucesso</strong><br />
Quando imaginamos o orador público de sucesso podemos imaginar uma pessoa simpática, espirituosa e inteligente e pensar &#8220;Eu nunca conseguirei ser assim&#8221;. Na verdade não é disso que se trata, e uma audiência não está à espera disto. Na verdade, imaginem-se como espectadores e de certeza não se importam que a pessoa se esqueça do que ia a dizer, se engane em alguma afirmação ou fique com a língua enrolada.<br />
A parte importante de uma comunicação é o valor que estamos a passar para as outras pessoas. Na minha experiência, o meu interesse sempre foi sair de uma comunicação mais enriquecido, com ideias novas e novas ferramentas para aplicar na minha vida. Não fico a pensar &#8220;Que ideias fenomenais que me passou, mas poderia ter sido um pouco mais simpático&#8221;.<br />
O essencial no acto de falar em público é: dar à audiência algo de valor. Se as pessoas se forem embora depois de falar com algo de valor, irão extremamente contentes e na verdade, é só isso que interessa.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Ponto 3 &#8211; Tudo o que é preciso são 2 ou 3 pontos</strong><br />
Não vai transmitir uma montanha de factos à sua audiência. Muitos estudos revelam que as pessoas não retêm a maior parte dos factos. Por vezes basta concentrar-se num único ponto. As pessoas que optam por controlar cada mínimo pormenor de uma apresentação, muitas vezes ficam exaustas antes da mesma. Com tantos aspectos para controlar, quando falta um, o sentimento de ansiedade gerado e os pensamentos associados podem fazer descarrilar todo o comboio.<br />
Lembra-te de que tudo o que a tua audiência quer é sair da palestra com dois ou três pontos que façam a diferença para eles. Se estruturares as comunicações para oferecer este resultado, podes evitar um monte de complexidade que não é necessária. Isto faz a tarefa de falar em público muito mais fácil e também muito mais interessante.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Ponto 4 &#8211; Também precisas de um propósito que seja adequado à tarefa</strong><br />
Este princípio é muito importante, por isso é importante prestar atenção. Muitas vezes as pessoas não estão a operar de acordo com o propósito que deviam, mas sim com propósitos inconscientes que podem gerar bastante stress e ansiedade.<br />
Este é um exemplo da causa mais representativa do stress de falar em público: muitas vezes quando eu apresentava um espectáculo, em particular da Tuna Universitária do Minho, um dos principais objectivos era &#8220;agradar à Tuna&#8221;. Ora, como podem perceber, agradar à Tuna e ao público ao mesmo tempo, torna-se uma tarefa impossível de realizar com sucesso. Quem consegue agradar a 100% das suas plateias?<br />
A verdade sobre falar em público é independentemente do teu bom trabalho, a grande maioria das vezes alguém te vai desaprovar. Uma plateia é feita de opiniões, julgamentos e reacções diversas. É preciso lembrar que o importante aqui é dar valor à audiência. A palavra operativa é &#8220;dar&#8221; e não &#8220;receber&#8221;. A parte do receber virá como consequência natural do dar.<br />
Como exercício, Alex Ryan propõe que nos imaginemos a dar notas de €500 ao público, se houver alguém que não aceite, está no seu direito <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Ponto 5 &#8211; A melhor maneira de ter sucesso é não se considerar um orador</strong><br />
Muitos de nós tem uma expectativa irrealista do que é um bom orador público. Assumimos que é preciso trabalhar muito para conseguir trazer à superfície qualidades que não possuimos no momento presente. Como consequência disto, tentamos desesperadamente copiar as características destas pessoas que nos poderiam tornar um bom orador. Por outras palavras estamos a tentar ser outra coisa que não nós mesmos. Estamos a tentar ser aquilo que acreditamos que um bom orador deve ser.<br />
A verdade sobre falar em público é que as pessoas que o fizeram bem deram-se permissão para fazer exactamente o oposto: serem eles próprios. E para sua surpresa, descobriram que poderia ser muito divertido fazer uma coisa que muitas pessoas acham aterradora.<br />
O segredo do seu sucesso, portanto, foi que eles não tentaram ser oradores.  Tu e eu podemos fazer exactamente a mesma coisa. Podemos estar à frente de outras pessoas e sermos nós mesmos.<br />
Eu adoro falar em público, precisamente porque sinto que estou a dar tudo de mim (embora algumas vezes não o tenha feito). Não me sinto obrigado a ser o que quer que seja. Há uma ideia que os apresentadores de tunas tem que ser pessoas engraçadas e fazer os outros rir. Quando me senti obrigado a corresponder a esta expectativa isto corria furado. Agora sinto-me livre para ser quem sou e as coisas correm muito mais naturalmente, independentemente se nesse dia serei engraçado, ou queixoso ou mais formal. Desta forma o meu entusiasmo pode passar por qualquer um destes filtros, não se perdendo na tentativa de tentar ser algo que não sou.<br />
Quando se fica realmente bom a falar em frente a outras pessoas muitas vezes até se brinca com o facto de não estar bem preparado e confiar no nosso poder de improviso.<br />
Da próxima vez que vires alguém a falar em público que gostes, não penses &#8220;gostava de ser como aquela pessoa, de ter a confiança daquela pessoa para poder falar bem em público&#8221;. O que tens que pensar é: &#8220;Eu vou ser capaz de transmitir coisas de valor aos outros, sendo eu mesmo. A confiança e destreza, será uma consequência disto&#8221;</p>
<p><strong>Ponto 6-  A humildade e o humor podem levar-te longe</strong><br />
O propósito do humor, não é mais uma vez, fazer com que as pessoas nos achem engraçados, mas dar genuinamente um presente humorístico a quem nos ouve. Em relação à humildade, refere-se a estarmos em frentes aos outros e conseguirmos partilhar as nossas partes supostamente menos apreciáveis como erros, gestos menos bonitos ou ignorância. Isto cria um clima de confiança onde as pessoas podem aceder também às suas partes menos boas.<br />
Ser humilde na frente dos outros torna as pessoas mais credíveis e paradoxalmente mais respeitáveis. Quando somos humildes, passamos a fazer parte da plateia. Isto coloca um tom de auto-aceitação no qual a plateia se pode rever e que traz um bom sentimento associado à comunicação. Isto não quer dizer que se finja ser humilde ( a plateia vai perceber e não vai gostar), mas antes alertar para um facto normalmente desconhecido: não precisamos construir fachada para ter sucesso, podemos ser humildes à vontade desde que isto seja uma manifestação autêntica da nossa pessoa.<br />
Muitas vezes o humor e a humildade podem ser juntos com um belo efeito. Contares histórias humorísticas acerca de ti mesmo, aproveitando para contar alguns falhanços pode ser bastante engraçado e esclarecedor.<br />
Por exemplo, se ficares nervoso quando inicias uma comunicação em público ou se o ficas a meio da comunicação, não hesites em partilha-o com a audiência. Se honesto e humilde. Pede licença e tira uns minutos para te recompor.<br />
Podes também fazer piada com o teu nervosismo do tipo &#8220;Estou tão nervoso que pareço um vibromassajador facial&#8221; (provavelmente vou tirar esta piada, pois há piadas melhores <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> ) ou então &#8220;tenho que me portar direitinho se não não me dão boa nota&#8221;.</p>
<p><strong>Ponto 7 &#8211; Quando falas em público nada de realmente mau pode acontecer</strong><br />
Uma das coisas que alimenta o medo de falar em público é o medo que as pessoas têm de que alguma coisa terrivel ou humilhante lhes aconteça.<br />
Perguntas como: E seu eu me esquecer de tudo e ficar ali simplesmente calado em frente à audiência? E se a plateia me odeia e começa a atirar-me coisas? E se todos se vão embora depois dos primeiros 10 minutos? E se começam logo com perguntas difíceis mal eu acabe? E se alguém na audiência tenta virar o grupo contra mim?<br />
Uma das estratégias que tirei da psicologia da narrativa e que é usada no resolver de fobias a crianças é o contínuo questionar destes aliados do medo com a questão &#8220;E depois?&#8221; quando um daqueles pensamentos nos surgem na cabeça.<br />
Um pensamento de resposta que este autor diz que é eficaz é o seguinte: &#8220;tudo o que acontecer eu vou poder usar em minha vantagem&#8221;. Por exemplo, se as pessoas se começarem a levantar, posso perguntar por feedback. Saber se fui ofensivo com elas. Se por acaso pensavam que estariam numa palestra diferente. Independentemente do que estas pessoas possam referir, lidar com elas de forma humilde e honesta vai facilitar a comunicação com a audiência remanescente. Dá-me também informação de como estou a afectar as pessoas e tirar daí correcções que estão a ser precisas.<br />
Se assumires que nada de errado pode acontecer numa sessão, vais ficar espantado com a espiral positiva em que a tua presença consciente permitiu que pudesses agir de acordo com esta crença, o que ainda reforça mais a crença. Nada de mal pode acontecer, tudo pode ser usado em teu benefício. É sempre a crescer.</p>
<p><strong>Ponto 8 &#8211; Não tens que controlar o comportamento da tua audiência<br />
</strong>Há algumas coisas que precisas de controlar: os teus pensamentos, a tua preparação, os teus arranjos áudio-visuais, a disposição da sala. Mas uma coisa que não vais controlar é o comportamento da audiência. Se alguém está a conversar para o vizinho, a ler o jornal ou a adormecer, deixa estar. Se parecer que não estão atentos, não faz mal. A não ser que alguém esteja realmente a ser disruptivo, não há nada que realmente possas fazer.<br />
Pensar que tens que mudar ou controlar a audiência é uma causa escondida de stress em muitas áreas da vida. Isto é tão verdade para um relacionamento com um grupo como é na relação com os teus amigos ou família.</p>
<p><strong>Ponto 9 &#8211; Em geral, quanto mais te preparas, pior vai sair<br />
</strong>A preparação é importante para qualquer apresentação. Agora, como te preparas e quanto tempo despendes nesta tarefa, são completamente assuntos diferentes. A maior parte dos erros que já falamos vão interferir na preparação que as pessoas fazem para a comunicação em público. Se estiveres com o foco(propósito) errado, se tentares ser perfeito, se quiseres que as pessoas te aplaudam a todo o momento, se acreditares que alguma coisa de mal possa acontecer, então é provável que te dirijas como um tolo para uma preparação excessiva.<br />
Por outro lado, se conheceres bem o tema da tua comunicação, se já falaste sobre ele várias vezes antes, talvez só precises de uns minutos para preparar. Basta reveres 2 ou 3 pontos chave e estás pronto para andar.<br />
Um ritual de preparação excessiva significa que ou não conheces bem o assunto, ou não sentes confiança para falar em público. Para a primeira razão, a solução é estudar mais, para a segunda, vais ter que desenvolver confiança na tua habilidade natural para falar em público. A única forma de conseguir isto continuares a expor-te a estas situações.<br />
Vai à procura de oportunidades de falar em público acerca do teu assunto. Oferece-te para falar de borla ou por uma pequena quantia, suficiente apenas para te cobrir as despesas. Se tiveres algo de valor para dizer aos outros, continua a aparecer em público e a oferece-lo. Em pouco tempo, vais ganhar confiança. Vais começar também a respeitar o orador/ comunicador dentro de ti.</p>
<p><strong>Ponto 10 &#8211; A tua audiência quer realmente que tu sejas bem sucedido</strong><br />
A maior parte das pessoas tem medo de falar em público, tal como tu. Eles conhecem o risco de embaraço, humilhação e falhanço que existe quando alguém se apresenta em público. Eles admiram a tua coragem e vão apreciar o teu esforço, independentemente do que acontecer.<br />
Isto significa que a maior parte das audiências realmente desculpam. Enquanto que um erro ou uma engasgadela podem ser muito perturbadores para ti, não o são realmente para a tua audiência. Os julgamentos e apreciações da parte deles, geralmente serão muito mais relaxados que os teus. É importante relembrar este ponto, mesmo se tu achaste que o teu desempenho foi pobre.</p>
<p><strong>Revisão das 10 causas possíveis para o stress de falar em público<br />
</strong>1. Pensar que falar em público é inerentemente stressante. 2. Pensar que precisas de ser perfeito ou brilhante para te sucesso. 3. Tentar passar um máximo de informação ou cobrir demasiados pontos numa apresentação. 4. Ter o propósito errado na cabeça (receber em vez de dar/contribuir). 5. Tentar agradar a toda a gente (isto é irreal) 6. Tentar copiar outros oradores (muito difícil) em vez de simplesmente seres tu mesmo (muito fácil). 7. Tentar esconder que se é e não usar de humildade. 8. Ter medo de resultados negativos (eles quase nunca se dão e quando isto acontece, podes sempre usa-los para tua vantagem) 9. Tentar controlar as coisas erradas (o comportamento da audiência, por exemplo). 10. Passar demasiado tempo a preparares-te (em vez de desenvolver confiança e confiar na tua capacidade natural para ter sucesso) 11. Pensar que a audiência será tão crítica do teu desempenho como tu.</p>
<p><strong>Revisão dos 10 princípios a sempre ter em mente<br />
</strong>1. Falar em público não é inerentemente stressante. 2. Não é preciso ser brilhante ou perfeito para ter sucesso 3. Tudo o que é preciso são 2 ou 3 pontos 4. Também precisas de um propósito que seja adequado à tarefa 5. A melhor maneira de ter sucesso é não se considerar um orador público 6. A humildade e o humor podem levar-te longe 7. Quando falas em público nada de realmente mau pode acontecer 8. Não tens que controlar o comportamento da tua audiência 9. Em geral, quanto mais te preparas, pior vai sair 10. A tua audiência quer realmente que tu sejas bem sucedido<br />
Ter estes aspectos em mente é o suficiente para estar no caminho certo. Agora o importante é praticar, praticar e praticar e em pouco tempo vais ver que estás um orador confiante.<br />
Lembra-te, se estiveres em público para fazer uma comunicação e ficares stressado é porque estás enganado e te esqueces-te da verdade sobre falar em público. Lê este post de novo se isso te acontecer. Percebe o que não funcionou e depois, volta a praticar. Pode demorar um pouco mas os ganhos a longo prazo são impressionantes.<br />
Pronto para avançar?</p>
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		<title>Gestão do dinheiro e gestão da educação &#8211; estratégias disfuncionais.</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 10:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O endividamento das famílias portuguesas é algo de extremamente preocupante. É apenas o segundo mais elevado da Europa. A ansiedade gerada em volta o consumo e a incapacidade de decisão a longo prazo por parte das das famílias faz com que estas se deixem levar por compras e gastos completamente desadequados das suas possibilidades em sintonia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O endividamento das famílias portuguesas é algo de extremamente preocupante. É apenas o segundo mais elevado da Europa. A ansiedade gerada em volta o consumo e a incapacidade de decisão a longo prazo por parte das das famílias faz com que estas se deixem levar por compras e gastos completamente desadequados das suas possibilidades em sintonia com a expressão &#8220;como se não houvesse amanhã&#8221;. Este comportamento faria antecipar, talvez, que as famílias portuguesas, estando menos preocupadas com o futuro, viveriam de forma mais plena, disfrutando um pouco mais do momento presente. Nada mais equívocado.<br />
Consumo e condicionamento<br />
Todo o consumo (pelo menos na forma contemporânea de consumir) assenta no condicionamento da mente. Em palavras simples, o que a publicidade nos passa é o seguinte: se consumires isto, vais ter o resultado que queres, que é aquilo. Este modelo económico integra à partida duas falácias: a primeira é de que efectivamente a necessidade expressa vai ser saciada pelo consumo deste ou daquele produto; a segunda é a de que vai ficar tudo bem, quando na verdade sabemos que mais e mais necessidades continuarão a ser geradas para dar movimento ao consumo.<br />
Por isto afirmo que quando alguém consome algo que realisticamente (do ponto de vista de sobrevivência e segurança não necessitaria) tem associado um sentimento de que vai ficar, de alguma forma, melhor com aquele consumo. Daí que não esteja a disfrutar do presente, aproveitando o bem recentemente adquirido, mas a antecipar os benefícios &#8220;comprei este carro, agora é que eu vou ser respeitado.<br />
Os créditos e o sacríficio do futuro<br />
Ao fazer créditos de forma a deixar-me ficar completamente limitado nas minhas opções financeiras, estou, como se costuma dizer, a hipotecar o meu futuro. Na verdade, não estou a ser meu amigo e é provável que me venha a rogar pragas futuramente e a minha relação comigo mesmo se venha a deteriorar. Um dos mecanismos de pensamento que permite isto é o &#8220;não quero saber&#8221; ou o &#8220;que se lixe&#8221;. É o que se pode chamar de &#8220;preguiça mental&#8221; e que como podem antecipar, traz problemas futuros ainda mais difíceis de resolver, quando poderiam ter sido cortados pela raíz &#8220;não compro, porque isto me vai por em maus lençois&#8221;. O essencial do crédito para consumo é que estamos a vender o nosso futuro e não falta quem o queira comprar.<br />
A educação, a televisão e as prioridades trocadas<br />
Agora lembro-me de uma letra dos xutos &#8220;Putos que crescem sem se ver, basta pô-los em frente à televisão!&#8221;. É isto que toda uma geração está a fazer. A hipoteca do futuro dos filhos. A televisão é a máquina mais poderosa de condicionamento ao consumo que alguma vez se viu. Assistam com os vossos filhos toda uma manhã a ver desenhos animados na televisão e vejam a quantidade de propaganda consumista que vos vai entrar pelos olhos a dentro.<br />
Crianças a ser educadas em frente à educação é futuro hipotecado. Eles vão continuar a pedir-vos para comprarem aquilo que lhes disseram que os vai deixar mais felizes, para se desiludirem e voltarem a iludir-se com outra coisa qualquer. E no futuro que é que eles aprenderam a ser? Apenas robots: trabalhos na escola, aprendizagem mecanizada, condicionamento televisivo e consumo. No futuro o trabalho na escola é substituido por trabalho na fábrica e o ciclo continua. Terão possibilidade de decidir? Sempre, mas sem dúvida diminuida porque estão sem ferramentas para encarar o mundo, tem uma mente condicionada e pouco habituada a pensar por ela própria.<br />
Achegas finais<br />
Um tabuleiro de xadrez custa €10 e tem possibilidades infinitas de ocupação e desenvolvimento. Uma bola é igual, dando-lhes espaço para brincar. Uma flauta permite milhões de melodias, conversar é de borla, dançar também, ouvir música também é quase, a praia é de borla.<br />
O tempo, tenha tempo para os seus filhos, tenha a cabeça livre para os seus filhos. Esteja realmente com eles. Está na hora de quebrar o ciclo. É agora.</p>
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		<title>Hipermercados -vendas de intangíveis ganham a corrida</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 10:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Saber]]></category>
		<category><![CDATA[Sustento]]></category>
		<category><![CDATA[intangíveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo as estatísticas oficiais do Instituto Nacional de Estatística, a venda de bens intangíveis ultrapassaram, no primeiro trimestre do corrente ano, a venda de bens tangíveis nos hipermercados Tudo começou com a venda de experiências como spa, turismo rural, etc. que se vendiam em algumas superfícies comerciais mais vanguardistas. As grandes superfícies comerciais identificaram rapidamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo as estatísticas oficiais do Instituto Nacional de Estatística, a venda de bens intangíveis ultrapassaram, no primeiro trimestre do corrente ano, a venda de bens tangíveis nos hipermercados<br />
Tudo começou com a venda de experiências como spa, turismo rural, etc. que se vendiam em algumas superfícies comerciais mais vanguardistas. As grandes superfícies comerciais identificaram rapidamente a oportunidade e começaram a massificação da venda deste tipo de experiências.<br />
Os bens intangíveis como desenvolvimento pessoal, psicoterapia, acompanhamento de estudo para os filhos, speeddating e desportos de aventura foram os mais representativos. Seria difícil de prever, mas actualmente, as prateleiras com venda de serviços e experiências ocupam, neste momento, a maior parte das superfícies comerciais de massas e a tendência é para aumentar.<br />
Os empresários afirmam que são produtos mais interessantes, pois não passam de data, são mais ecológicos e contribuem para o desenvolvimento da comunidade. As superfícies poupam, portanto nas perdas relacionadas com validades e qualidade dos artigos. Este tipo de venda, fomenta também o desenvolvimento local, pois está sempre integrados com empresas da região. &#8220;Podemos ter bananas do Chile, mas não podemos ter uma experiência de desenvolvimento pessoal no Chile, quer dizer, podemos, mas é tão cara que dificilmente iríamos vender.<br />
E você, qual foi a última experiência que comprou num hipermercado?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Limpadora de ruas atinje a reforma em 2 anos e meio</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 10:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Saber]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta varredora de ruas de S. Simão da Junqueira, em Vila do Conde, pode considerar-se praticamente reformada, neste momento o trabalho que tem é mínimo. A Câmara Municipal da Junqueira, em concertação com a Junta de Freguesia da Junqueira, propuseram um modelo que pode revolucionar o mundo ocidental. O que aconteceu de diferente então? O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta varredora de ruas de S. Simão da Junqueira, em Vila do Conde, pode considerar-se praticamente reformada, neste momento o trabalho que tem é mínimo. A Câmara Municipal da Junqueira, em concertação com a Junta de Freguesia da Junqueira, propuseram um modelo que pode revolucionar o mundo ocidental.<br />
O que aconteceu de diferente então?<br />
O contrato celebrado é completamente diferente: em vez de contratar limpar as ruas, o contrato celebrado entre esta senhora e as entidades, foi então que &#8221; as ruas estivessem limpas&#8221;. O que fez esta funcionária do departamento de limpeza então? Investiu na educação<br />
&#8220;Foi o melhor investimento que fiz&#8221;<br />
- &#8220;O que fiz foi muito simples, com a ajuda de umas pessoas cá da terra, tratei de arranjar forma de ensinar às pessoas para não sujarem o chão, numa primeira fase, e depois, em varrerem em frente ás suas casas numa fase seguinte. Antes do contrato, eu queria era que as pessoas atirassem lixo para o chão, para eu não perder o meu emprego, mas quando me apercebi que o contrato era seguro, tratei de por em prática o que achava: que educar é o melhor a fazer&#8221;.<br />
Esta senhora agora continua a ter esporádicamente que limpar uma coisa ou outra que deixam pessoas fora do concelho, pois nas outras freguesias já conseguiu sensibilizar também para estas práticas e tem corrido tudo muito bem. Neste momento está já a planear uma acção ao nível do conselho.<br />
-&#8221;Tal como eu, muitas pessoas se podem reformar e ter tempo para fazer aquilo que gostam!&#8221;</p>
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