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	<title>Tozé Constantino &#187; Eu</title>
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		<title>Alguns desejos e uma surpresa&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 10:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Desejar]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje de manhã dei por mim a desejar. Como os desejos não custam nada, permito-me desejar o que me apetece. O desejo mais intenso que me apareceu foi o de ser um eterno aluno, de aprender sempre e sempre. Depois deste desejo, nasceram os seus filhos, um bocado malucos. Vou lembrar alguns neste momento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje de manhã dei por mim a desejar. Como os desejos não custam nada, permito-me desejar o que me apetece.</p>
<p>O desejo mais intenso que me apareceu foi o de ser um eterno aluno, de aprender sempre e sempre. Depois deste desejo, nasceram os seus filhos, um bocado malucos. Vou lembrar alguns neste momento e talvez dar à luz ainda uns outros: pertencer à selecção nacional de futebol, ser jogador exímio de jogo do pau, dançar o melhor que puder danças folclóricas, de salão e dança contemporânea, aprender saxofone, aprender teoria musical, ser um exímio massagista, ser um líder espiritual, aprender surf, etc&#8230;</p>
<p>Para muitos, desejar tantas coisas, pode parecer antagónico. A mim neste momento, fazer todos estes desejos é sobretudo uma forma de energização brutal. Um dos aspectos mais importantes do desejar é o seguinte: estou a desejar de forma egoísta (para ser o maior da minha rua) ou estou a desejar de forma altruista? Os meus desejos são altruistas. No mínimo, ao realiza-los estarei a mostrar que é possível desejar o improvável. Será uma forma de mostrar que os seres humanos são apenas limitados pelas crenças que alimentam. É possível estes desejos todos se realizem? Sim, definitivamente. É improvavel?  Á luz da lógica sim.</p>
<p>Fé é acreditar no improvável. Probabilidades são apenas matemática e a matemática não é vida. A vida é o sonho (António Gedeão), e os sonhos não são matemáticos.</p>
<p>Agora, a surpresa. A minha surpresa ao fazer estes desejos e aceita-los foi que, efectivamente, eu já comecei a aprendizagem de todas estas àreas.</p>
<p>O futebol já comecei a aprendizagem á muitos anos e ainda hoje, mais do que nunca, estou a aprender sobre sutebol. Se calhar não pertencerei à selecção nacional como jogador, mas como psicólogo, quem sabe? O jogo do pau comecei a minha aprendizagem muito novo, com o meu avô, que era um mestre nesse jogo. Lembro de ele mandar a vara contra o meu estômago e me fazer cair vezes sem conta. Quanto às danças, já comecei a aprendizagem de todas elas. A folclórica no grupo folclórico na universidade do minho, a contemporanea na casa da juventude em vila do conde e as danças de salão numa aula experimental em Braga. Outras danças aprendi no andanças. Isto de ser um exímio dançarino já começou. No que toca ao saxofone, ensinaram-me em Bruxelas, tive umas aulas iniciais. Aprender teoria musical também já comecei, quer na junqueira, quer na escola de música da Póvoa de Varzim. As massagens, fui aprendendo com outras pessoas e tenho alguns livros, a espiritualidade tem sido uma constante da minha vida e ando sempre esta minha faceta da liderança espiritual. Aprender surf é que poderia ser visto como uma das aprendizagens que ainda não comecei. Na verdade já comecei, porque já falei com alguns surfistas que me foram explicando como funciona esta modalidade.</p>
<p><strong>A surpresa é perceber que os desejos que faço já se estão a realizar</strong>. A parte mais dificil é perceber quais são realmente os meus desejos. Depois de ir desejando, resta-me ir fazendo o melhor a cada momento. <strong>O cálculo da conjugação de todos os desejos é que vai traçando o caminho.</strong></p>
<p>E tu, que é que desejas?</p>
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		<title>As angústias de um protoblogger</title>
		<link>http://www.tozeconstantino.com/2010/04/as-angustias-de-um-protoblogger/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 21:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tozé Constantino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Há já muito tempo que tenho desejado escrever regularmente no meu blog, e embora isto fosse algo que regularmente me aparecia como tarefa a pôr em prática, a verdade é que meses e meses se passavam sem que nada fosse escrito. Espero que de alguma forma possam interessar estas angústias e dificuldades pelas quais tenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há já muito tempo que tenho desejado escrever regularmente no meu blog, e embora isto fosse algo que regularmente me aparecia como tarefa a pôr em prática, a verdade é que meses e meses se passavam sem que nada fosse escrito. Espero que de alguma forma possam interessar estas angústias e dificuldades pelas quais tenho passado.</p>
<ul>
<li><strong>O apreço dos outros</strong></li>
</ul>
<p>Uma das conclusões a que cheguei há bem pouco tempo, é a de que uma parte de mim pensava na escrita do blog como forma, não só de auto-promoção, como de conquista do apreço dos outros. No meu caso eu já era exigente o suficiente no que toca à a apresentações públicas da apresentação da minha pessoa. Somando a isto a exigência imaginada dos outros imaginados, a consequência era um inevitável bloqueio, principalmente quando surgia alguma dúvida sobre se o trabalho (texto) que estava a construir seria avaliado de forma positiva pelos outros que o liam.</p>
<p>Da mesma forma isto retirava o foco de dentro de mim para fora de mim. Em vez de estar a considerar se o texto fazia sentido para mim (quer do ponto de vista de construção quer do ponto de vista do propósito porque o realizo) preocupava-me infrutiferamente à volta da questão da compreensão dos outros e nesse caso, o que pensariam da pessoa que o escreveu, isto é, eu.</p>
<ul>
<li><strong>Antecipação de problemas</strong></li>
</ul>
<p>Outro dos aspectos que tem dificultado o real acontecimento de passar a texto as minhas experiências é a constante antecipação do que poderá correr mal. Será que vou desistir a meio e logo à partida este meu esforço é descabido? Será que vou ter dificuldade em apresentar de forma integrada todas as dimensões da minha experiência e logo isto será à partida apenas mais uma salsada de intenções em que ninguém se percebe? Depois, para cada um deste problemas, tentava resolvê-los de forma únicamente hipotética, sem recurso a uma experiência real. Depois, como dificilmente se resolvem as coisas desta forma e eu gostaria de começar a escrever a sério apenas quando tivesse as questões todas resolvidas ( como é que se faz isto?), acabava sempre por ir protelando e o resultado prático era próximo de nulo. Os problemas resolvem-se mais facilmente em movimento, não parado e hipoteticamente. Os &#8220;ses&#8221; e as hipóteses são em maior número do que aquilo que efectivamente acontece. Dá menos trabalho ir resolvendo o que aparece do que resolver o &#8220;E se acontecer assim, como é que eu faço?&#8221;. Uma bela resposta a isto: logo se vê&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>Dicas externas e blogs de referência</strong></li>
</ul>
<p>Na verdade nem sequer tenho lido muito sobre isto no momento. Já li algumas dicas de como se deve gerir um blog e agora sigo em particular um blog norte-americano em desenvolvimento pessoal: www.stevepavlina.com. Isto foi o suficiente para me por a desejar fazer algo de parecido ou igual. Quer no esforço que pensei ser necessário dispender para seguir os passos e recomendações para a criação de um bom blog, quer na colagem que pretendia fazer ao blog do Steve Pavlina. Cheguei até a pensar pegar nos artigos do Steve e de forma pessoalizada dar-lhes uma tradução para o português com uns acrescentos da minha parte. Estava a propor-me portanto a ser o tradutor do Steve Pavlina. Isto seria admitir que não considero que tenha algo de particular a dizer ao mundo e que, o melhor a que me poderia propor, seria trazer para a língua portuguesa um trabalho que acho largamente interessante e meritório.</p>
<p>Neste momento concluo que estou disposto a arriscar a ser eu mesmo em termos de escrita. O que provavelmente significa que não haverá escrita <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<ul>
<li><strong>Talvez eu até nem seja um blogger</strong></li>
</ul>
<p>Sem querer, a terminação do parágrafo anterior encaixou maravilhosamente. Possivelmente uma das maiores razões para eu não me ter posto a escrever a sério é a seguinte: quanto mais cedo me puser a escrever, mais cedo me posso aperceber que afinal isto era uma ilusão. Será que não quero escrever porque me vejo de alguma forma retirar algum status social desta actividade? Ao dedicar-me seriamente a esta jornada poderei perceber que afinal isto não é para mim e assim retirar um domínio da tão por mim apreciada zona do &#8220;Eu podia ser&#8221;. O facto de pensar nestes termos e assumir frontalmente a possibilidade de eu ser uma verdadeira nulidade no que toca a fazer isto, dá-me a liberdade que necessito de escrever sem pressão.</p>
<ul>
<li><strong>Ninguém vai ler, de qualquer forma&#8230;</strong></li>
</ul>
<p>Outra das dificuldades que tenho é de imaginar realmente que este blog será lido por muita gente. Se bem que é verdade que desejo que assim aconteça, há alguns receios que me fazem recuar face a essa hipotética realidade. Como é isso de ter pessoas a seguirem o que escrevo, que tipo de responsabilidade me traz, que quantidade de privacidade me pode tirar? Portanto, ao mesmo tempo desejo ser lido e ao mesmo tempo reconheço o receio que existe em mim de que isso efectivamente aconteça. Sei bem o tipo de consequências que esta indefinição minha pode ter na realidade que os acontecimentos assumem. Esta dificuldade poderia ser colocada de outra forma: &#8220;Estou a escrever para quem?&#8221;. Quem serão as pessoas que poderão estar interessadas em ler o que tenho para escrever? Mais uma vez, a resposta para esta questão é bastante pragmática: o tempo o dirá&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>Questões técnicas</strong></li>
</ul>
<p>As questões técnicas assustam-me um bocado, porque em termos de internet, sempre precisei de amigos para mas resolverem. Vou tentando perceber um pouco mais e até já montei um blog sozinho, mas conheço bem as minhas grandes limitações nessa área. Mais um problema antecipado&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>O que tenho eu para contribuir afinal?</strong></li>
</ul>
<p>Esta limitação assume duas formas. Em primeiro lugar, o esforço de descobrir de que forma poderá a minha escrita contribuir para um mundo mais parecido com aquilo que eu desejo que ele seja. De tudo aquilo que compõe a minha experiência, o que e que será realmente importante? O que é que é digno de nota, de aparecer, de se tornar visível aos olhos dos outros e que não se torne um peso ou uma perda de tempo. Uma questão ainda mais fundamental e geradora de algum constrangimento é a seguinte: será que, em absoluto, eu tenho alguma contribuição interessante a dar ao mundo através da minha escrita?</p>
<p>No caso da resposta ao que temos atrás ser positiva, coloca-se ainda uma outra angústia. Conhecendo-me eu como um ser tão multi-dimensional, será que este blog não ficaria ao fim de pouco tempo uma verdadeira salsada onde ninguém realmente consegue orientar-se?</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: normal;"><strong>E agora?</strong></span></li>
</ul>
<p></strong></p>
<p>Estas e outras questões, sentimentos e reservas, fazem com que a experiência de ver construído um trabalho consistente deste tipo na internet, me venha sendo negado. Na verdade não estaria preparado, na realidade. Embora não tenha a certeza de que estarei realmente preparado tenho a firme convicção que estou muito melhor preparado do que noutras alturas e um bom exemplo disso é este primeiro post que volto a escrever depois de uma ausência bastante prolongada.</p>
<p>A fabulosa e libertadora conclusão a que chego é que, em vez de tentar resolver comigo mesmo todas estas questões antes de começar nisto a sério, assumo á partida que este será um óptimo trajecto para resolver todas essas e outras questões e chegar do outro lado mais enriquecido. E pode acontecer, se ainda não existe, de este ser o primeiro blog com uma taxa de actualização de um post/ ano.</p>
<p>Obrigado por teres lido isto <img src='http://www.tozeconstantino.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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